Entenda como alvos da Operação Carbono Oculto atuavam no sistema financeiro para lavar dinheiro

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Entenda como alvos da Operação Carbono Oculto atuavam no sistema financeiro para lavar dinheiro

Grupo usou contas rápidas em fintechs para enviar R$ 100 milhões e viabilizar a compra da distribuidora. Os recursos passaram “em poucos minutos” por contas gráficas de três empresas do grupo ocultadas pelas chamadas “contas bolsões” administradas pelas fintechs, até chegar à usina sucroalcooleira.

Fraude incluiu um investimento bancário casado para capitalizar empresas de fachada. Um fundo de investimento comprou um CDBV (Certificado de Depósito Bancário Vinculado), e o banco emitiu crédito para empresas fantasmas do próprio grupo ocultar os beneficiários.

Fundos imobiliários serviram para esconder e proteger o patrimônio pessoal dos alvos. As investigações apontam que móveis do grupo eram transferidos para esses fundos, o que dificultava a identificação dos reais proprietários e criava uma barreira jurídica. Os bens permaneciam sob o controle econômico do grupo investigado, mas deixavam de figurar diretamente em seu patrimônio pessoal.

Modelo foi criado para dificultar a identificação dos reais proprietários, proporcionando blindagem patrimonial. A principal empresa financeira usada na fraude movimentou R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. O montante bilionário reforça os indícios de que operadores do mercado financeiro vendiam serviços de lavagem de dinheiro para organizações criminosas.

Alvos

Operação Crédito Oculto cumpriu mandados contra suspeitos de lavar dinheiro para o setor de combustíveis. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e mira 29 endereços ligados a 13 pessoas e 24 empresas nos estados do Rio de Janeiro, de Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e do Espírito Santo.