Banco Central apura responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação decretada.
Grupo financeiro atingido por liquidação extrajudicial diz que estava encerrando operações. O Grupo Entre conta que vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades atingidas pela liquidação extrajudicial. O processo vinha ocorrendo “no contexto de uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios, com foco na transição ordenada das atividades, no cumprimento das obrigações assumidas e na preservação da continuidade operacional durante esse período”.
Empresário Antônio Freixo, conhecido como Mineiro, aparece como um dos alvos da Polícia Federal em investigações recentes sobre fraudes financeiras. A Entre Investimentos teria emitido R$ 71 milhões em títulos adquiridos pelo Master, e a Entrepay, mais R$ 213 milhões, além de ter subscrito cotas do Brazil Realty, fundo suspeito de fraude. Freixo Júnior foi alvo de busca e apreensão em janeiro último.
Fundador da Entrepay aparece em investigações de remessas de recursos ao exterior, relacionadas ao Banco Master. O envolvimento aparece na apuração sobre a transferência do Banco Master de ao menos R$ 494 milhões para um fundo controlado por uma offshore nas Ilhas Cayman ligada a Daniel Vorcaro.
Genial foi multada pelo Banco Central
Em agosto, o Comitê de Decisão de Processo Administrativo Sancionador (Copas) do Banco Central multou o Banco Genial em R$ 21,56 milhões por irregularidades em operações de câmbio. O colegiado também determinou a inabilitação por quatro anos do CEO do Genial, André Schwartz. Em nota na época, a instituição financeira disse que adotará medidas cabíveis para anular as condenações e afirmou que o Copas “interpretou fatos de mais de cinco anos atrás a partir de normas que entraram em vigor somente em fevereiro deste ano.”
