Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisas ligadas a armas biológicas

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Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisas ligadas a armas biológicas

Documento também aponta uso do Claude para propaganda apresentada como se fosse jornalismo independente. Segundo a empresa, veículos estatais russos teriam gerado textos com alegações fabricadas, incluindo afirmações sobre uma eleição na Moldávia.

Anthropic diz ter identificado ainda tentativas de usar o chatbot para desenvolver software voltado a armas convencionais. A empresa relata pedidos relacionados a armas de fogo, mísseis, drones armados e bombas, em três casos na China, dois na Rússia e um no Iêmen, que o relatório associa ao contexto da milícia houthi apoiada pelo Irã.

Apesar da variedade de abusos, a empresa tratou os episódios ligados a biologia como os mais preocupantes. Andrew Weber, pesquisador do Council on Strategic Risks que analisou o relatório antes da publicação, disse que os achados são “exemplos assustadores de desenvolvedores de armas biológicas patrocinados por Estados explorando capacidades que avançam rapidamente”.

Susan Monarez, microbiologista e especialista em saúde pública, afirmou que o documento dá sinais de uso clandestino de IA por maus atores. Para ela, há tentativas de usar sistemas avançados “para aumentar as chances de construir patógenos biológicos que podem causar danos significativos”.

Susan disse que a mesma tecnologia que pode acelerar avanços médicos também pode facilitar abusos difíceis de detectar. “Isso pode deixar maus atores se escondendo à vista de todos, usando pesquisas aparentemente legítimas para criar patógenos que talvez não vejamos chegando e que talvez não consigamos parar depois de liberados”, afirmou.

Weber defendeu restringir o acesso a ferramentas de IA capazes de apoiar pesquisas biológicas sensíveis. “O fato de Rússia, China e Coreia do Norte continuarem a desenvolver armas biológicas proibidas torna imperativo negar a seus pesquisadores acesso a esses modelos extraordinariamente capazes”, disse.