A Sibéria é uma região geográfica que se estende por aproximadamente 13,5 milhões de km² no continente asiático, sendo parte do território da Rússia. Quando falamos na Sibéria, pensamos imediatamente no frio, que é um dos aspectos naturais dessa extensa região. O clima subpolar (ou subártico) é predominante, com trechos de clima temperado continental no oeste e clima polar acima do Círculo Polar Ártico, onde fica o norte da Sibéria. Em geral, a Sibéria tem verões bastante curtos e invernos rigorosos, com temperaturas mínimas que já chegaram a -67,7º C em Oymyakon, cidade mais fria da região. No restante do ano, os termômetros marcam média inferior a 10º C.
A população é de 37 milhões de habitantes e se concentra no oeste, onde ficam cidades como Novosibirsk, a mais populosa da Sibéria. A região é ocupada há milhares de anos, mais a sua incorporação ao território russo teve início apenas a partir do século XVI, consolidando-se na segunda metade do século XIX. Desde então, a Sibéria tem uma economia baseada na exploração de recursos naturais, como carvão mineral, petróleo e madeira, e na indústria petroquímica.
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Tópicos deste artigo
Resumo sobre a Sibéria
- A Sibéria é uma região geográfica da Ásia com área de 13.488.500 km², o que representa 42% do continente.
- Abrange parte do centro e do noroeste asiático, estando em uma área de alta latitude, com parte de sua extensão situada ao norte do Círculo Polar Ártico (66º33’ N).
- É parte do território da Rússia, país ao qual pertence.
- Considerando a divisão administrativa russa, a região geográfica é dividida em Distrito Federal Siberiano e Distrito Federal do Extremo Oriente.
- Faz muito frio da Sibéria, e esse é o aspecto pelo qual a região é famosa. No entanto, há, também, uma estação com temperaturas que variam de amenas a quentes.
- Oymyakon é a vila mais gelada da Sibéria. O recorde de temperatura mínima registrada foi de -67,7º C em 1933.
- O relevo da Sibéria é dividido entre as planícies do oeste, os planaltos na região central e os terrenos montanhosos do leste, no Extremo Oriente.
- A vegetação siberiana é formada pela floresta de coníferas, típica do bioma taiga, e pela tundra, com arbustos, gramíneas, musgo e líquen.
- A fauna da Sibéria é formada por mamíferos, aves e roedores, e inclui animais como linces, ursos polares, esquilos, corujas e zibelinas.
- Rios e pântanos fazem parte da rede hidrográfica da Sibéria, incluindo o rio Ob e o Pântano de Vasyugan, considerado o maior do mundo.
- O turismo é uma atividade muito comum na Sibéria, e dentre as suas atrações turísticas está o lago Baikal.
- A Sibéria começou a ser habitada no Paleolítico por povos caçadores e coletores. Alguns deles ainda vivem na região e são considerados os nativos siberianos.
- A ocupação russa começou no século XVI, e a Sibéria se tornou oficialmente parte do país na segunda metade do século XIX.
O que é a Sibéria?
A Sibéria é uma região geográfica da Ásia, compreendendo aproximadamente 42% da área do continente. Por estar situada em uma área de alta latitude, e parcialmente ao norte do Círculo Polar Ártico (paralelo de 66º33’N), um dos aspectos que mais chama a atenção no amplo território siberiano é a predominância de temperaturas muito baixas durante o ano. Além disso, a Sibéria é pouco povoada, o que se deve, justamente, às características físicas da região.
Sibéria pertence a qual país?
A Sibéria pertence à Rússia. Por conta dos aspectos físicos que são encontrados no norte do Cazaquistão, pode-se considerar que uma extensão do sudoeste siberiano faz parte do país centro-asiático. Entretanto, em se tratando de territorialidade, a Sibéria pertence à Federação Russa.
Considerando a divisão administrativa da Rússia, a região geográfica da Sibéria é dividida em dois distritos federais:
- Distrito Federal Siberiano;
- Distrito Federal do Extremo Oriente.
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Onde fica a Sibéria?
O território da Sibéria fica no continente asiático. Mais precisamente, a Sibéria se estende por parte da região central e todo o norte e noroeste da Ásia. Como vimos, a região está situada na Rússia, onde se limita:
No detalhe do planisfério abaixo, veja a localização da Sibéria:|1|

Extraído de:
Faz frio na Sibéria?
Sim, faz muito frio na Sibéria. Contudo, é importante saber que não faz frio o tempo todo nessa região. A maior parte do território siberiano está inserida em uma área de clima subpolar ou subártico, que tem como uma de suas principais características a presença de invernos rigorosos e verões amenos, registrando médias entre 10 e 20º C nos meses mais quentes, ou menos gélidos, do ano. O verão na Sibéria, porém, é bastante curto, e tem duração variada de um a três meses, a depender da área considerada. No restante do ano, as temperaturas são muito baixas, comumente abaixo de 10º C.
As características que mencionamos acima podem ser encontradas na vila de Oymyakon, considerada a mais fria da Sibéria e a mais fria a ser habitada do mundo. Ela fica no leste siberiano, parte da República de Saca (ou Iacútia) e, apesar de apresentar um curto verão com máximas de 15º C, a cidade registra temperaturas negativas na maior parte do ano, com mínimas que podem chegar a -45º C em média. A menor temperatura já registrada nessa vila foi de -67,7º C em 06 de fevereiro de 1933, considerada, também, a mais baixa de todo o mundo em uma área povoada.

O que explica o frio extremo na vila de Oymyakon e na Sibéria como um todo, além da sua alta latitude, é o relevo montanhoso e a localização de muitas dessas cidades em fundos de vales. O ar gelado, por ser mais denso, não consegue ultrapassar a barreira orográfica, provocando ventos intensos nessas localidades, que apenas contribuem para a sensação térmica congelante. Yakutsk (Iacutusque), capital de Iacútia, banhada pelo rio Lena e localizada a cerca de 1.500 km a oeste de Oymyakon, é outra cidade em que as temperaturas mínimas já ultrapassaram a marca de -60º C, e pode ser considerada, também, uma das mais frias do mundo.
Características da Sibéria
→ Geografia da Sibéria
A Sibéria se estende por uma área de 13.488.500 km² no Hemisfério Norte do planeta Terra, estando compreendida entre a zona temperada e a zona polar ártica. Como vimos, seu território é mais do que um terço da área do continente asiático, e representa quase 3% de toda a superfície terrestre. Embora seja muito conhecida pelo frio intenso, a Sibéria apresenta diferentes aspectos naturais, os quais variam de acordo com a latitude.
A seguir, conheça as principais características físicas da Sibéria.

O relevo da Sibéria é bastante diverso, com terrenos que se tornam gradualmente mais acidentados e elevados à medida que se caminha de oeste para leste. A Planície da Sibéria Ocidental, também chamada Planície Siberiana, compreende os terrenos aplainados e de menor altitude da região, entre 0 e 200 metros, caracterizando a porção oeste da Sibéria, limitada pelos Montes Urais e pelo rio Ienissei. A leste desse curso d’água ficam os planaltos siberianos, onde predominam formas de relevo como as mesas, e as altitudes não ultrapassam 700 metros.
No leste, ficam as Montanhas da Sibéria Oriental, uma extensa unidade de relevo que é formada por um conjunto de cadeias orogênicas como a Cordilheira Verkhoiansk, a Cordilheira de Suntar-Khayata, as Montanhas Altai e os Montes Chersky, onde fica o ponto de maior altitude da região siberiana: o Monte Pobeda, que se eleva 3.003 metros acima do nível do mar.
A latitude e fatores climáticos como o relevo, a continentalidade e a maritimidade interagem na composição do quadro climático da Sibéria que, como vimos, não é formado exclusivamente pelo clima polar. Na realidade, o clima subártico continental é predominante nessa região geográfica, e o frio é intensificado pelos ventos e pelo relevo montanhoso que bloqueia a saída do ar frio de determinadas localidades. A umidade desse clima é mais intensa na costa do Pacífico, que inclui territórios como a península de Kamchatka, onde se registram mais de 2000 mm anuais de chuva.

O clima temperado continental também é identificado na Sibéria, principalmente no sudoeste da região, sendo caracterizado pela menor umidade relativa do ar e pelas temperaturas amenas durante o ano, embora o inverno também possa ser rigoroso. Já ao norte do Círculo Polar Ártico, é claro, a Sibéria adquire clima ártico ou polar, em que o frio intenso é predominante durante o ano. É comum a presença de solos congelados, ou permafrost, nessa área, o que reflete na maneira como a vegetação se desenvolve.
A vegetação da Sibéria é característica de dois biomas bastante distintos entre si, mas que se desenvolvem especialmente em climas frios: a taiga e a tundra. A taiga é conhecida também como floresta boreal ou floresta de coníferas por conta do tipo de árvore de que é formada. Essas árvores têm formato de cone e folhas que lembram uma agulha, sendo essas adaptações para sobreviverem ao frio intenso e à neve no Hemisfério Norte. Na taiga da Sibéria, são encontradas espécies como cedros, abetos, pinheiro-siberiano, choupo-tremedor e bétulas.

A tundra se desenvolve próximo e além do Círculo Polar Ártico, sendo um bioma de climas extremos. De modo diferente da taiga, a tundra não possui vegetação de grande porte, mas, sim, algumas arbustivas e, principalmente, gramíneas, musgo e líquen. Além da atmosfera, o solo da tundra siberiana impede o desenvolvimento de outros tipos de planta. Em parte dela, o substrato possui uma camada que congela durante os meses mais frios do ano, sendo, por isso, chamado permafrost. Mais ao norte, onde o clima é extremo, essa camada se encontra permanentemente congelada.
A Sibéria possui uma fauna bastante particular formada por mamíferos de médio e grande porte, aves e pequenos roedores, e inclui espécies ameaçadas de extinção, como o veado-almiscareiro, típico do leste da Ásia.
Quando falamos em animais da Sibéria, não podemos deixar de mencionar o husky siberiano, uma raça de cachorro que, sim, é nativa dessa região asiática e integra a fauna doméstica. Os primeiros a criarem o husky foram os povos chukchi, nativos da Sibéria, que utilizavam esses animais para puxarem trenós e, também, como cães e companhia. A sua introdução no continente americano se deu através do Alasca no início do século XX.

Outros animais da fauna siberiana são:
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urso-polar |
goral-de-cauda-longa |
coruja-cinzenta |
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lince-euroasiático |
leopardo-de-amur |
esquilo-siberiano |
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cão-guaxinim |
urso-pardo-siberiano |
zibelina |

A região geográfica da Sibéria é banhada por dois oceanos:
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- o Pacífico, que forma a maior parte do litoral do Extremo Oriente;
- e o Oceano Glacial Ártico, ao norte, por onde se estendem o Mar Siberiano Oriental e o Mar de Chukchi, onde fica o Estreito de Bering, que separa a Sibéria do Alasca.
Existem importantes cursos d’água que percorrem o território siberiano, incluindo o rio Ob, que possui 5.410 km de extensão e se estende pelo oeste da Sibéria. Essa mesma região é conhecida pelos terrenos pantanosos que se desenvolvem nas margens dos rios, como o Pântano de Vasyugan, considerado o maior do mundo, com área de 53.000 km².
Saiba mais: Qual é o mais frio, Polo Norte ou Polo Sul?
Turismo na Sibéria
O frio recorrente, as paisagens naturais da Sibéria e a cultura dos diferentes povos que habitam essa região geográfica são alguns dos aspectos que atraem turistas de todo o mundo para o território. Dentre as atividades que mais chamam a atenção está a travessia da Sibéria, ou o passeio por parte dela, a bordo de um trem na ferrovia Transiberiana, a mais longa do mundo. Essa estrada de ferro atravessa a Sibéria de leste a oeste, e tem extensão de 9.289 quilômetros de Vladivostok, no extremo leste da Sibéria, até Moscou. O percurso todo leva, em média, 7 dias para ser concluído, mas é comum que os turistas escolham trechos menores para melhor apreciar a paisagem siberiana.

O lago Baikal é outro ponto turístico muito visitado da Sibéria. Ele fica no sul da região, e é popularmente conhecido como Pérola da Sibéria, com ponto de maior profundidade que alcança 1.680 quilômetros. Por isso, é considerado o lago mais profundo do mundo. Durante o inverno, principalmente quando as temperaturas chegam ao patamar mínimo, é possível atravessar o lago Baikal a pé.

História da Sibéria
O povoamento da Sibéria é muito antigo, e remete ao período Paleolítico. A parcela meridional do território siberiano foi a primeira a ser ocupada, embora não haja um consenso sobre o local de origem dessa população. Além disso, há muitos registros arqueológicos que indicam a presença de povos nômades no norte da Sibéria, onde o frio é mais intenso, há mais de 40.000 anos. E foi, também, dessa área que os seres humanos atravessaram da Ásia para a América 14.000 anos atrás, iniciando o povoamento do hemisfério ocidental pelo Estreito de Bering.
Por muito tempo, os povos nômades caçadores e coletores constituíram a maior parte da população da Sibéria. Atualmente 30 diferentes etnias habitam o território siberiano, embora representem uma parcela pequena dos quase 37 milhões de habitantes que vivem nessa região geográfica. Dentre os povos indígenas da Sibéria estão os chukchi, os nivkh, os yukaghir, os yakut, os nenets e os samoiedas, parte dos quais se distribui pelas terras mais próximas do Ártico e pelo Extremo Oriente.

Entre os séculos X a.C. e XIII d.C., pelo menos, a Sibéria, ou partes daquela região, esteve sob o domínio de diferentes povos e impérios: chineses, turcos e mongóis, o que também provocou expansão populacional na região. A ocupação dos russos aconteceu somente no século XVI, mais precisamente, em 1581, com a chegada dos cossacos e a conquista e dissolução do Canato da Sibéria, que era parte do Império Mongol. O estabelecimento dos eslavos na Sibéria se estendeu por toda a sua extensão, e foi marcada pelo desenvolvimento de entrepostos comerciais e pela fundação de cidades fortificadas.
Na medida em que aumentou o interesse dos russos pela região, a economia por eles estabelecida passou do comércio de peles para a agricultura e a mineração, atividade que, até hoje, constitui um dos pilares da economia siberiana. A Sibéria se consolidou como um território russo na segunda metade do século XIX, sendo, mais tarde, incorporada à União Soviética (URSS), que se formou no ano de 1922. Nessa época, vale mencionar que a Transiberiana já havia sido construída, tendo as obras se estendido de 1891 a 1905.
Houve um rápido desenvolvimento industrial e produtivo do território siberiano a partir de então, novamente baseado na exploração dos recursos minerais. A partir da década de 1930, áreas isoladas receberam campos de trabalhos forçados do regime soviético (gulags). No entanto, essa não foi a primeira vez na história da Sibéria que o local foi usado para o exílio de prisioneiros, o que aconteceu em períodos anteriores, durante o Império Russo. Fiódor Dostoiévski (1821-1881), célebre escritor russo, foi um dos prisioneiros enviados à Sibéria, episódio que inspirou o romance Memórias da casa dos mortos, publicado em 1862.

A partir da década de 1960, a produção industrial na Sibéria se voltou para o setor petroquímico, destacando-se a presença de campos de exploração de petróleo e de oleodutos e gasodutos que atravessam a parte oeste dessa região. Junto com o extrativismo do carvão mineral e da lenha, essas constituem as principais atividades econômicas da Sibéria no período atual. Os principais centros urbanos da Sibéria, dos quais destacamos Novosibirsk, a sua cidade mais populosa, se concentram na região sudoeste, onde o clima é mais ameno e o relevo, menos acidentado, além de haver maior proximidade com a capital russa.
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Fontes
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