Ao leitor, uma prestação de serviço

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Ao leitor, uma prestação de serviço

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Tenho um amigo de longa data, publicitário de formação, que é louco por suplementos e vitaminas e faz questão de acompanhar nosso trabalho em VEJA SAÚDE.

Há pouco tempo ele me mandou uma mensagem: “Puxa, Diogo, vocês só querem derrubar as tendências. Precisa levar as coisas tão a sério assim?” Eu até me assustei.

Todo mundo adora uma nova tendência — e a gente não é diferente. A queixa dele se refere ao nosso pendor por examinar as “novidades” sob olhar baseado em evidências científicas. Foi assim que falamos da onda da creatina (que ele toma), da febre da proteína (que ele compartilha), das promessas dos implantes hormonais (felizmente, nessa ele não entrou) e das indicações e limitações das famosas canetas emagrecedoras.

Me perdoe o leitor se não concorda comigo, mas não é chatice de nossa parte. É um dever profissional e até ético. Me perdoe, de novo, se eu soar repetitivo a quem nos prestigia, porém o fato, inegável, é que ainda não inventaram melhor instrumento para avaliar condutas de saúde — do suplemento vitamínico à vacina — do que estudos sérios e controlados.

E é a ciência, matéria-prima de universidades, centros de pesquisa e agências regulatórias, que aponta ponderações às tendências que surgem e ressurgem por aí.

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Nossa missão, como veículo jornalístico, é lançar seu farol, com os devidos esclarecimentos, nessa direção. Veja, a vontade (e o apelo) de se cuidar é legítimo e louvável. O problema é se fiar naquilo que carece de sustança e confiança.

E aí retomo o meu amigo e chego ao tema de nossa reportagem de capa. A primeira vez que ouvi o termo “peptídeos”, na nova acepção que ganhou nas redes sociais e comerciais, foi da boca dele. Achei que estivesse falando das canetas de semaglutida e tirzepatida, realmente validadas por estudos e autorizadas pelos órgãos oficiais, mas não…

Ele se referia a nomes químicos e códigos misteriosos de substâncias que nem sequer foram avaliadas direito em seres humanos — muito menos liberadas por Anvisa e suas semelhantes mundo afora.

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O mais complicado, desta vez, é que peptídeos carregam todo um verniz científico. E, debaixo do mesmo guarda-chuva, encontram-se desde medicamentos já consagrados até moléculas experimentais, algumas delas com eficácia refutada.

Só que o assunto cresceu! Não à toa, de olho na força das postagens por aí, ninguém menos que o nosso CEO, Mauricio Lima, nos cobrou uma investigação a respeito, missão confiada à jornalista Ingrid Luisa, que mergulhou nesse mar de termos técnicos, siglas e promessas.

Talvez meu velho amigo publicitário não vá gostar de tudo que vai ler por aqui, mas eu insisto que estamos prestando um serviço a ele e a milhões de brasileiros.

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Já assistiu a VEJA+ TV?

Televisão exibindo um programa com dois apresentadores sentados em cadeiras. Um homem de óculos e barba, com suéter marrom, segura um papel. Uma mulher de óculos, blazer e calça azul, gesticula. Ao fundo, um painel com VEJA e CUIDE-SE e uma estante com revistas
Assista ao Veja e Cuide-se na VEJA+ TV (VEJA+ TV/Divulgação)

Acho que você já sabe, mas faço questão de renovar o convite, caso ainda não esteja a par. Agora o Grupo Abril tem um canal de TV e streaming gratuito, no qual todas as marcas da empresa — de VEJA a QUATRO RODAS — sustentam uma programação diária e diversificada de conteúdos.

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