Arrecadação atinge R$ 235,6 bilhões em agosto, recorde histórico para o mês

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Arrecadação atinge R$ 235,6 bilhões em agosto, recorde histórico para o mês

Resultados representam ganhos acima da inflação para o governo. A arrecadação de agosto teve alta real (acima da inflação) de 8,25%. Já no acumulado dos primeiros oito meses de 2026, a variação aparece 7,12% acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apurado para o período.

O que aumentou a arrecadação

Imposto das empresas e a contribuição sobre o lucro líquido puxam recorde. Juntos, os ganhos com o IRPJ (Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) somaram R$ 34,1 bilhões, com alta real de 13,09%.

Arrecadação da Previdência Social cresceu 4,3% e atingiu R$ 63,03 bilhões. O desempenho é originado pelo crescimento real (acima da inflação) de 2,89% da massa salarial de julho de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o Fisco, a evolução ajudou a impulsionar o resultado. “Nós estamos menos desonerados do que no ano passado”, explica Marcelo Gomide, coordenador de previsão e análise da Receita.

Imposto retido na fonte sobre rendimentos de capital somou R$ 12,7 bilhões. O resultado corresponde a uma expansão real de 23,27% em um ano. O ganho expressivo ocorreu por causa do crescimento nas aplicações de renda fixa e do início da tributação sobre dividendos a partir de 2026.