Copom reforça que a política monetária permanecerá contracionista. A autoridade monetária destaca ainda ser necessário um cuidado na condução dos juros. “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela”, diz a ata.
Autoridade monetária afirma já observar efeitos dos juros elevados. No entanto, o colegiado ressalta que a inflação segue “pressionada pela demanda”, o que exige a manutenção dos juros mais altos. “Choques de oferta têm exercido influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva”, afirmam os diretores do BC.
Riscos
Colegiado cobra ações coordenadas e harmoniosas entre as políticas fiscal e monetária. O Copom voltou a enfatizar que o enfraquecimento do esforço de reformas estruturais, a falta de disciplina fiscal e o aumento do crédito direcionado prejudicam a missão de manter a política monetária mais restritiva para conter a inflação. “O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas.”
Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta.
Ata da 280ª Reunião do Copom
Expectativas para a inflação dos próximos meses ainda geram preocupação. O Copom diz monitorar “com atenção” as projeções e debate as principais causas das estimativas, que permanecem em valores acima da meta para 2026 e 2027, o que exige uma “restrição monetária maior e por mais tempo”.
