A ameaça de retaliação é necessária para evitar um enfraquecimento da imagem do Brasil, afirma o professor. Gonçalves avalia que essa é uma resposta à altura, no contexto do comércio internacional. “Se o Brasil se calar, ele se coloca em uma posição de fragilidade”, disse.
Brasil precisa endurecer a rastreabilidade ambiental e sanitária para evitar problemas. Jamile Diz, professora de Direito Europeu da UFMG, diz que o Brasil precisa melhorar esses parâmetros e buscar negociações mais firmes, para garantir o máximo proveito em acordos comerciais. O professor Robson Gonçalves destaca o exemplo do Pará, que adotou uma política para monitorar todo o rebanho, o que ajuda a cumprir as exigências europeias.
Brasil avalia retaliação
O Brasil ameaça aplicar medidas de reciprocidade ou acionar a OMC (Organização Mundial do Comércio). A reação ocorrerá caso as negociações não tenham um desfecho rápido, segundo o governo brasileiro. O acordo Mercosul-UE permite que ambos os blocos reduzam, com justificativa plausível, vantagens tarifárias para compensar perdas financeiras.
As indústrias de carne negam qualquer falha sanitária. “Nós não temos um problema sanitário”, declarou Aniella Banat, diretora da ABIEC, destacando a conformidade histórica do Brasil. A associação destaca que a carne brasileira atende a padrões de mais de 170 mercados internacionais.
Governo brasileiro e setor privado atuam juntos para tentar reverter a decisão. A ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e o Ministério da Agricultura e Pecuária estão dialogando com o bloco europeu para tentar recolocar o Brasil na lista de exportadores autorizados.
