“É a primeira vez que a Gol vai voar um widebody doméstico”, diz Raddatz. Para ele, a novidade tende a ser bem recebida pelos passageiros. “Sempre quando você entra numa aeronave nova, que não está acostumado a voar, eu acho que vai ser percebida como algo positivo”, afirma o executivo.
A operação também será uma forma de preparar a companhia para o salto que representará a entrada no mercado de voos de longa distância com aviões próprios. Atualmente, a Gol já opera rotas internacionais de longo curso por meio de uma parceria com a Wamos Air, empresa especializada em operações de ACMI, que é uma espécie aluguel de aeronaves no qual a tripulação, o seguro e a manutenção estão incluídas no contrato.
Segundo Raddatz, o grupo espera iniciar, no começo de 2027, os voos internacionais do A330neo pela Gol. A previsão, porém, ainda pode sofrer alterações de cronograma.
A chegada do avião ao Brasil é, portanto, uma etapa de preparação para a operação definitiva. “A chegada do primeiro avião no Brasil para certificação é o início destes voos domésticos que permitem habilitar o treinamento das tripulações. Isso é muito relevante para já começar a iniciar a operação na Europa e nos Estados Unidos com aviões próprios da Gol”, diz o executivo.
Hoje, a rota operada entre o Rio de Janeiro e Nova York (EUA) é feita pela Wamos, e a rota para Lisboa, que começa a ser voada em setembro, seguirá o mesmo padrão.
Galeão será ponto de partida
Enquanto estiver sob operação da Gol, o A330neo deverá ser concentrado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A previsão inicial é que o modelo faça voos para Salvador e Belém, com a possibilidade de inclusão de Manaus posteriormente, segundo Raddatz.
