Boca Juniors x Estudiantes se enfrentam nesta quarta-feira (5), em partida atrasada da segunda rodada do Campeonato Argentino. O duelo é importante para ambos os clubes, mas principalmente para os Xeneizes, que não vivem uma boa fase no torneio, ocupando a 14ª posição, com apenas um empate e uma derrota na competição até o momento.
A grande esperança do Boca para o duelo fica por conta do jovem Leonel Flores. Formado nas categorias de base da equipe Azul y Oro, o garoto foi promovido ao profissional nesta temporada e ganhou minutagem com o técnico Rodolfo “Vasco” Arruabarrena.
Em pouco tempo, o atleta, de apenas 19 anos, se tornou um dos principais nomes da equipe, destacando-se nos duelos válidos pela Sul-Americana, Copa Argentina e Clausura Argentino. Contra o Newell’s, na última partida pelo torneio local, foi um dos principais nomes.
A Trivela te apresenta um perfil do jovem jogador, que vem sendo um dos grandes destaques do futebol argentino, depois de já ter analisado também outros nomes promissores do futebol no país: Giovanni Baroni (Talleres), Dylan Aquino (Lanús), Alan Lescano (Argentinos Juniors), Tomás Aranda (Boca Juniors), Lautaro Rivero (River Plate) e Fabrício Pérez (Estudiantes).
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Mas, afinal, quem é e como joga Leonel Flores?
Considerado uma das grandes joias do Boca Juniors, o atacante vem sendo o grande destaque da equipe após a pausa da Copa do Mundo. Ao lado de Tomás Aranda, também revelado das inferiores dos Xeneizes, o jogador vem ganhando cada vez mais minutos sob o comando de Arruabarrena.
Atacante bastante talentoso, o jovem conseguiu a promoção para o profissional, integrando o elenco de maneira definitiva. Leonel é visto como um atleta de bastante coragem e que gosta de jogar de maneira “agressiva”, mostrando bastante personalidade. Seu bom desempenho nos últimos jogos agradou à comissão técnica e à torcida.
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Aos 19 anos, Leonel Flores começa a transformar em realidade uma expectativa que acompanha sua trajetória desde a infância. Muito antes de vestir a camisa do time profissional do Boca Juniors, o atacante já era tratado dentro do clube como um jogador diferente. Quando chegou às categorias de base, em 2014, ainda com sete anos, chamou a atenção dos olheiros pela capacidade de criar boas jogadas individuais, pela personalidade com a bola nos pés e por um estilo que remetia ao tradicional futebol de rua argentino.
Mais de dez anos depois, o garoto que encantava nas divisões de base ganhou espaço entre os profissionais e passou a ser uma das principais armas ofensivas do Boca. Em um elenco que buscava alternativas para aumentar a velocidade e a capacidade de desequilíbrio pelos lados do campo, Flores apareceu como uma solução construída dentro de casa.
Dentro do Boca Juniors, sempre foi visto como um jogador acima da média na formação. Passou por todas as categorias do clube como protagonista e acumulou gols e assistências durante o processo. O atacante ainda está no começo da carreira, mas já deixou uma impressão clara: é um jogador que não precisa de muitos toques na bola para mudar uma partida.
Flores é um jogador de lado de campo, principalmente pela direita, que tem como principal característica atacar o espaço e buscar o confronto direto contra o marcador. Seu jogo é baseado na aceleração, na mudança de direção e na coragem para tentar a jogada individual.
Ele gosta de receber aberto, dar amplitude ao time e partir para cima dos defensores. Com o pé direito como principal arma, pode tanto buscar a linha de fundo quanto cortar para dentro para finalizar ou encontrar companheiros.
A explosão física é um dos pontos mais valorizados pela comissão técnica do Boca. Mesmo ainda ganhando massa muscular e adaptação ao futebol profissional, Flores consegue sustentar intensidade durante a partida e mantém uma característica rara: a capacidade de acelerar várias vezes no mesmo jogo.
Não é apenas um velocista. O diferencial está em como utiliza essa velocidade. O argentino combina arrancada com improvisação, tentando resolver situações apertadas com dribles curtos e decisões rápidas.
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Das categorias de base ao profissional do Boca Juniors
Na equipe inferior do Boca Juniors, viveu seu melhor momento até então. Foi artilheiro do Torneio Apertura, com oito gols, participou de campanhas decisivas e chegou a marcar quatro vezes em uma mesma partida contra o Aldosivi.
Também ganhou destaque por sua parceria pelo lado direito com Dylan Gorosito, formando uma das principais armas ofensivas da equipe de desenvolvimento do Boca.
A chegada ao elenco principal aconteceu depois de uma sequência de boas atuações na base. Em 2024, Flores assinou seu primeiro contrato profissional, renovado posteriormente até 2029, com uma cláusula de rescisão avaliada em cerca de US$ 15 milhões.
O início de 2026, porém, não indicava necessariamente uma ascensão imediata. O atacante começou atrás de outros jovens nas opções da comissão técnica e chegou a perder espaço em alguns momentos.
A resposta veio dentro de campo. Depois de voltar ao time reserva, recuperar confiança e marcar contra o River Plate, Flores retomou protagonismo e ganhou uma oportunidade no profissional.
Sua estreia pela equipe principal teve um roteiro especial. Contra o Sarmiento, pela Copa Argentina, marcou seu primeiro gol e encerrou um longo período sem que um jogador formado na base do Boca balançasse as redes logo na estreia. O último havia sido Alexis Messidoro, em 2016.
Apesar do impacto inicial, o Boca trata Flores com cautela. O clube sabe que jovens jogadores costumam passar por oscilações e que o desafio maior não é apenas aparecer, mas permanecer em alto nível. A ideia é desenvolver o atacante sem tirar suas principais virtudes: a criatividade, a agressividade ofensiva e a liberdade para arriscar.
