Vale tem sessão de relativa estabilidade na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira. Os ADRs (recibos de ações) da mineradora registravam variação de menos 0,70% após a abertura da B3, cotadas a US$ 14,90. No Brasil, pregão da Bolsa do Brasil seguia com abertura atrasada por causa de problemas técnicos.
Companhia associou o resultado à alta produção de minério de ferro e cobre no período. “Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos”, disse Gustavo Pimenta, presidente da Vale, no balanço.
Itaú BBA destacou no balanço o Ebitda ajustado da mineradora. Em relatório, os analistas Daniel Sasson, Marcelo Furlan Palhares e João Paulo Helito obseravaram que o esultado ficou cerca de 5% acima das projeções do banco e do consenso de mercado. No texto, contudo, alertaram que a performance de custos continuou fraca, embora dentro do esperado.
Itaú BBA mantém recomendação para a mineradora. A instituição manteve recomendação outperform para as ações da mineradora, equivalente a compra, e preço-alvo de US$ 19 para o ADR e R$ 95 para a ação negociada na B3.
Os resultados da Vale superaram as expectativas no segundo trimestre, com melhora operacional nas divisões de minério de ferro e metais básicos e forte geração de caixa. Embora os custos tenham permanecido pressionados, a revisão das projeções ficou em linha com nossas estimativas e não altera a visão positiva para a companhia. Analistas do Itaú BBA
Para BTG Pactual, destaque também foi Ebitda 6% acima das estimativas do banco. Em relatório, os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo apontam que, mesmo enfrentando um trimestre desafiador do ponto de vista de custos, a mineradora teve desempenho superior graças, principalmente, aos preços realizados mais fortes para minério de ferro fino, pelotas e cobre.
