A margem financeira atingiu R$ 20,87 bilhões, alta de 15,7% em um ano. A companhia atribuiu o avanço ao maior volume médio de crédito e à melhora do spread, com destaque para a margem de passivos. Esses efeitos compensaram a menor margem associada ao mix de produtos e segmentos.
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1.136,64 bilhões, crescimento de 11,6% em um ano. Segundo o Bradesco, a expansão ocorreu com apetite moderado na originação e prioridade para linhas com garantias e retorno ajustado ao risco.
A despesa com PDD, a provisão que o banco reserva para calotes, foi de R$ (9,99 bilhões), aumento de 22,6% em um ano. A companhia atribuiu o avanço à expansão da carteira e ao maior custo de crédito no segmento massificado, parcialmente compensados por menores despesas no atacado. No massificado, citou operações ligadas a programas emergenciais e a carteira de crédito rural.
A inadimplência acima de 90 dias chegou a 4,3%, alta de 0,2 ponto percentual em um ano. A companhia atribuiu o avanço trimestral a operações de capital de giro com garantias, que impactaram o indicador de micro, pequenas e médias empresas em 0,4 ponto percentual.
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido somou R$ 13,86 bilhões, alta de 16,2% em um ano. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. O lucro contábil foi de R$ 12,08 bilhões, afetado por eventos não recorrentes de R$ (1,78 bilhão), relacionados à adesão ao PTI e a processos fiscais.
O que diz o Bradesco
A administração afirmou que as receitas permaneceram resilientes ao cenário macroeconômico e as despesas operacionais ficaram sob controle. “Nossas receitas se mostram resilientes ao cenário macro e despesas seguem sob controle.”, afirmaram os administradores.
