Buffon: ‘Mesmo com Guardiola, não haveria nenhuma garantia de resultados na seleção da Itália’

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Buffon: ‘Mesmo com Guardiola, não haveria nenhuma garantia de resultados na seleção da Itália’

Fora das últimas três edições da Copa do Mundo, a seleção italiana deu início a uma nova tentativa de reformulação. Entre os alvos da Federação Italiana de Futebol (FIGC) estava Pep Guardiola, livre no mercado após se desvincular do Manchester City. Contudo, para Gianluigi Buffon, nem mesmo a chegada do treinador espanhol garantiria o sucesso da Azzurra.

Em entrevista ao jornal “Gazzetta dello Sport”, o ex-chefe da delegação italiana foi perguntado sobre o que achava de Guardiola para a seleção. Buffon reconheceu que o ex-técnico dos Citizens seria um nome de impacto para o futebol do país, porém, com os bastidores turbulentos da federação, o espanhol poderia ter seu trabalho afetado.

— Só o nome dele (Guardiola) já nos daria um impulso, e precisávamos disso. Mas mesmo com ele, não haveria nenhuma garantia de resultados: ele é o maior (treinador) dos últimos 30 anos, mas treinou clubes. A seleção é outra história — opinou o ex-goleiro, recordista em jogos pela Itália (176).

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Com a eliminação para a Bósnia-Herzegovina nos playoffs das Eliminatórias Europeias, Gennaro Gattuso deixou o comando da Azzurra em abril. Giovanni Málago foi eleito presidente da FIGC e sondou diversos nomes, incluindo Pep Guardiola, que chegou a um acordo para uma saída antecipada no Etihad Stadium para tirar um período sabático.

Contudo, como o treinador de 55 anos já havia tornado público seu desejo de treinar uma seleção e tinha uma ligação com o futebol italiano devido suas passagens por Brescia e Roma como jogador, a Federação Italiana fez proposta pelo espanhol. Guardiola até considerou o convite, mas recusou a investida para priorizar seu descanso ao lado da família.

Buffon não quis fazer parte da nova era da seleção italiana

Gattuso e Buffon, durante eliminação da Itália na repescagem da Copa do Mundo
Gattuso e Buffon, durante eliminação da Itália na repescagem da Copa do Mundo (Foto: Andrea Staccioli/Insidefoto/Imago)

Além de Gattuso, Buffon também pediu demissão de seu cargo na seleção italiana, cuja função era exercida desde agosto de 2023. O chefe da delegação acompanhou a resignação de Gabriele Gravina no alto comando da Federação Italiana de Futebol, porém, nas últimas semanas, foi chamado para fazer parte da nova era.

Paolo Maldini, diretor de seleções, e Leonardo, consultor da FIGC, ofereceram o posto de gerente de futebol ao ídolo da Azzurra. Buffon trabalharia com a base e próximo ao novo treinador da Itália, mas disse não à proposta por também almejar mais tempo de qualidade com a família enquanto “recarregava as energias”.

Sem o ícone dos Citizens e Gianluigi Buffon, Maldini e Leonardo definiram que Andrea Pirlo seria o técnico da seleção até 2030. Só que a contratação do ex-meia não saiu do papel sob o pretexto de sua ligação com uma casa de apostas da Rússia. A reviravolta também motivou às renúncias do diretor de seleções e do consultor depois de apenas 16 dias trabalhados.

Para estancar a crise, a federação rapidamente apontou Roberto Mancini como treinador e Claudio Ranieri como diretor da Azzurra. Agora, resta saber se a dupla conseguirá garantir a seleção italiana no próximo Mundial, cuja última partida na competição foi disputada em 2014, no Brasil.

Claudio Ranieri e Roberto Mancini participam da entrevista coletiva de apresentação do novo técnico da seleção italiana, realizada na sede da Federação Italiana de Futebol (FIGC), em Roma. (Foto: Domenico Cippitelli/IPA Sport)