“Os LLMs [Learning Language Machines, treinados para entender a linguagem humana] trouxeram o raciocínio para a máquina, mas isso não é suficiente para um robô operar no mundo físico. Há muitos casos específicos, e você não pode pensar em todos e criar dados suficientes para todos. Então, você precisa simular. E Israel tem um ponto forte por causa de uma indústria surpreendente: Israel é muito forte em jogos. E o mundo dos jogos, onde você constrói esses motores para simular o mundo físico, está sendo agora acoplado ao raciocínio dos LLMs para criar a próxima geração de raciocínio para IA física.” Lior Handelsman, sócio-gerente da Grove Ventures
Do ‘Made in China’ barato ao ‘Alfa de Eficiência’
Do outro lado do mundo, o desenvolvimento tecnológico levou a China a superar a era do “Made in China” barato e das cópias do Vale do Silício para liderar a produção de robótica. Na visão de Danchun Chen, fundadora e sócia da Varen Partners, que conecta capitais europeus a empresas e fundos de venture capital no país asiático, a China está passando pelo “Alfa de Eficiência”. Ela cita que a verdadeira vantagem da China está na integração entre a IA e a cadeia de suprimentos de hardware.
Construir um robô na China é cerca de 30% a 40% mais barato do que nos EUA. Danchun Chen, fundadora e sócia da Varen Partners
Além do preço, há também a vantagem do tempo. Devido à concentração de fornecedores em polos como a metrópole de Shenzhen, o desenvolvimento de um robô leva cerca de um mês, segundo ela, desde o protótipo até uma escala de produção pequena.
Toda a vantagem competitiva está sendo guiada por novas lideranças, de perfil mais globalizado. Segundo Chen, o ecossistema está sendo comandado por uma nova geração, nascida após 1990, que ela classifica como “global first founders” – empreendedores que já na fundação de suas empresas miram o mercado internacional.
