Em comum, o desafio é transformar os planos de reestruturação em geração de caixa suficiente para manter as operações. Por isso, os números do segundo trimestre devem ser avaliados pelo mercado principalmente pela evolução do caixa e da dívida, adiantam analistas.
Casas Bahia
Casas Bahia precisa mostrar que a operação comercial parou de queimar dinheiro. A varejista vem passando por um processo de reestruturação para reduzir a alavancagem e melhorar a geração de caixa. No primeiro trimestre, a companhia reduziu a dívida líquida, mas parte importante desse movimento veio da conversão de dívida em capital.
A conversão de debêntures em ações ajudou a aliviar o peso dos compromissos financeiros. A operação reduz a pressão sobre a estrutura de capital, mas não resolve sozinha o desafio de fazer a operação gerar caixa de forma recorrente.
Genial Investimentos avalia que a conversão gerará impacto positivo. “A conversão pode ajudar a reprecificar o risco de crédito e aliviar a estrutura de capital, reduzindo a dívida líquida”, afirma a corretora, ponderando que juros altos e crédito restrito ainda atrapalham as vendas.
É justamente essa melhora que o mercado deve procurar no balanço. O Itaú BBA avalia que a companhia apresentou uma recuperação operacional relevante, mas ainda há pontos de atenção para a tese de investimento.
