O prejuízo líquido foi fortemente impactado por uma baixa de imposto diferido de R$ 5,7 bilhões. O valor se refere a créditos tributários contabilizados pela companhia que tiveram que ser ajustados. Outras medidas que impactaram o resultado foram a reorganização de pessoal e fechamento de lojas, revisões contratuais e a atualização de suas projeções de resultados futuros.
A receita líquida da varejista cresceu 1,6% no trimestre, para quase R$ 7 bilhões. Mas as despesas com vendas tiveram alta relevante de 17%, para R$ 1,8 bilhão.
A empresa não descarta um novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. O grupo passou por uma recuperação extrajudicial em 2024, quando negociou uma dívida de R$ 4,1 bilhões. Nos últimos dias, a empresa fechou 298 lojas.
Reestruturação
A varejista vem implementando mudanças desde 2023 para ajustar as contas. O plano de transformação incluiu ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento e mudar o perfil de sua dívida.
Mas uma piora no cenário econômico acelerou a necessidade de novas medidas, incluindo o fechamento de lojas. Segundo a varejista, a combinação entre crédito mais restritivo, uma captação internacional não concretizada e um ambiente de consumo mais fraco acelerou a necessidade de fechamento de lojas.
