Como reduzir a ansiedade naturalmente? Aprenda 4 estratégias

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Como reduzir a ansiedade naturalmente? Aprenda 4 estratégias

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A ansiedade se caracteriza como uma resposta física e mental do organismo ao estresse. Ela funciona como uma espécie de mecanismo de defesa, que nos permite antecipar potenciais perigos e que, quando vivenciada de forma equilibrada, é necessária à saúde humana.

No entanto, essa preocupação ou medo pode se tornar intenso e persistente, de maneira desproporcional aos problemas reais – podendo, inclusive, evoluir para um transtorno.

Quando essa ansiedade exacerbada não recebe o tratamento adequado, pode trazer prejuízos a diferentes áreas da vida da pessoa, do isolamento social aos danos à saúde física.

Com o tempo, isso aumenta de forma considerável o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, distúrbios gastrointestinais graves, dores musculares crônicas e transtornos psiquiátricos.

A seguir, conheça os principais sintomas da ansiedade e algumas alternativas naturais que podem ajudar a aliviá-los.

Sintomas da ansiedade

Os sinais de ansiedade variam de pessoa para pessoa. Entre aqueles sentidos fisicamente no corpo, estão o aumento dos batimentos cardíacos (palpitação ou taquicardia), a respiração curta e rápida (também chamada de hiperventilação), dores pelo corpo e tensão muscular.

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Além disso, também podem fazer parte da lista a fadiga constante ou fraqueza muscular, problemas digestivos e distúrbios do sono.

Já os sintomas ligados ao lado emocional envolvem, geralmente, sentimentos de apreensão, medos ou preocupações exageradas em relação ao futuro, sensação constante de perigo iminente ou catástrofe, inquietação, agitação e irritabilidade.

Muitos pacientes relatam, da mesma forma, dificuldade extrema de concentração devido ao foco excessivo nos problemas.

1. Praticar exercícios físicos

Manter o corpo ativo é uma alternativa bastante popular para quem deseja amenizar os sintomas da ansiedade. Segundo um estudo publicado em 2021, pessoas fisicamente ativas têm um risco cerca de 60% menor de desenvolver sintomas de ansiedade em comparação com pessoas sedentárias.

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Ao se exercitar e elevar a frequência cardíaca, o organismo estimula a produção de ansiolíticos naturais, como o GABA (chamado de “ácido gama-aminobutírico”), o BDNF (o “fator neurotrófico derivado do cérebro”) e os endocanabinoides – substâncias que ajudam a desacelerar os sinais nervosos relacionados à agitação e à tensão, além de contribuir para a produção de serotonina e, consequentemente, para a melhora do humor.

E a prática de exercícios aeróbicos, especificamente, também promove a liberação contínua de endorfinas, substâncias diretamente associadas à sensação de bem-estar e ao relaxamento.

2. Limitar a ingestão de café

Uma dose moderada de cafeína é considerada segura e até benéfica para grande parte das pessoas. Contudo, o consumo em excesso pode causar ou agravar quadros de ansiedade, muitas vezes desencadeando, inclusive, ataques de pânico.

Isso ocorre porque a cafeína bloqueia a ação da adenosina, composto químico associado à sensação de cansaço, e estimula a liberação de adrenalina.

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Assim, reduzir aos poucos o consumo diário excessivo pode ser uma forma de aliviar alguns sintomas da ansiedade. É importante, porém, realizar essa diminuição de maneira gradual, permitindo que o corpo se adapte sem sofrer os efeitos da abstinência.

3. Limitar a ingestão de álcool

O consumo excessivo de álcool também é um fator que interfere de forma nociva no equilíbrio de importantes neurotransmissores, como o GABA, responsáveis pela regulação do humor – algo que pode desencadear ou agravar a ansiedade.

Uma pesquisa realizada em 2019 sugere que a redução do consumo de bebidas alcoólicas pode melhorar de maneira significativa os sintomas da ansiedade.

Além disso, o álcool prejudica a qualidade do sono, aumentando a vulnerabilidade ao estresse e à fadiga.

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Embora a ansiedade possa se intensificar temporariamente nos primeiros momentos após a interrupção do consumo, os benefícios para a saúde mental tendem a aparecer a longo prazo.

4. Regular o sono

Uma noite mal dormida pode interferir na capacidade do organismo de regular o estresse, elevando de forma significativa o risco de ansiedade crônica.

Para adultos, recomenda-se dormir ao menos sete horas por noite de maneira consistente, isto é, mantendo horários regulares para deitar e acordar todos os dias.

Recomenda-se, desse modo, desenvolver uma boa rotina de higiene do sono, o que envolve evitar o uso de telas antes de dormir, deitar-se apenas quando estiver cansado, manter o quarto escuro e em temperatura agradável, além de evitar nicotina, cafeína e refeições mais pesadas próximas ao horário de dormir.

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Bônus: meditação

A meditação é outra prática bastante popular entre aqueles que buscam reduzir os sintomas da ansiedade. O objetivo do método – especialmente quando voltado à atenção plena – é ajudar a reduzir a agitação mental ao direcionar o foco para o momento presente, permitindo que pensamentos e sentimentos sejam observados com maior distanciamento e sem julgamentos.

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