A NBA House foi desenvolvida no Brasil durante os Jogos Olímpicos do Rio 2016 e se transformou em um modelo de negócio exportado globalmente
Resumo
Sem manter uma liga local, a NBA opera no Brasil e na América Latina como uma empresa de mídia, entretenimento e licenciamento. Liderada por Arnon de Mello desde 2012, a estratégia foca na venda de direitos de transmissão, parcerias e eventos como a NBA House, criada no Rio 2016 e exportada globalmente. A gestão, que hoje abrange também o Canadá, posiciona a marca no estilo de vida e contrasta com a fragmentação do futebol brasileiro.
A NBA opera no Brasil e na América Latina como uma empresa de mídia, entretenimento e licenciamento, sem manter uma liga profissional de basquete no país. A estratégia comercial foi detalhada pelo executivo Arnon de Mello durante participação no programa Dentro da Arena, apresentado por Ivan Martinho.
A estratégia de negócios da NBA no Brasil
A atuação da NBA fora dos Estados Unidos foca na venda de direitos de transmissão de conteúdo, licenciamento de produtos, realização de eventos proprietários e parcerias comerciais. Segundo Arnon de Mello, a organização se posiciona como uma marca de estilo de vida e entretenimento para engajar o público local.
“A gente realmente se considera uma empresa muito mais de mídia e de entretenimento do que propriamente dita uma liga esportiva fora dos Estados Unidos”, afirmou o vice-presidente executivo ao programa Dentro da Arena.
Arnon supervisiona as operações da liga que abrangem o mercado da América Latina e do Canadá.
Como surgiu o escritório da liga no mercado brasileiro?
O escritório da NBA no Brasil foi criado em 2012, no encerramento do ciclo olímpico de Londres e como preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. A estrutura inicial contava com apenas dois colaboradores: Arnon de Mello e o ex-jogador de basquete Daniel Suarez.
A expansão internacional da liga na ocasião também contemplou a abertura de bases na Cidade do México e em Joanesburgo, na África do Sul, além do escritório anteriormente estabelecido na China.
O impacto da NBA House no modelo global
A NBA House foi desenvolvida no Brasil durante os Jogos Olímpicos do Rio 2016 e transformou-se em um modelo de negócios exportado globalmente pela liga. Em 2026, o evento completa 10 anos de existência e serve de referência para ativações da marca em outros países. O projeto foi um sucesso e virou referência global da marca.
Arnon revelou que a ideia original não era a venda de ingressos, era algo mais focado em marcas e parceiro e logo na primeira edição perceberam que poderia ser mais e a virada de chave foi entender que era um conteúdo para fã.
Por que a estrutura americana serve de alerta para o futebol brasileiro?
Ex-presidente do CSA entre 1999 e 2001, Arnon de Mello avalia que a falta de uma liga unificada no futebol brasileiro represou o valor comercial dos clubes locais. Na visão do executivo, a coexistência de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e clubes associativos gera fragmentação no sistema esportivo.
Durante sua gestão no CSA, a equipe alagoana participou do processo de criação da Copa do Nordeste e alcançou a semifinal da Copa Conmebol, ocasião em que enfrentou o Talleres, da Argentina.
O Dentro da Arena é um programa quinzenal que traz entrevistas exclusivas com grandes nomes do esporte e dos negócios. Os episódios serão publicados sempre às terças-feiras, às 11h.
A primeira temporada contará com oito episódios exclusivos, disponíveis no portal Terra, no Spotify e no YouTube.
Calendário da primeira temporada
- 11/08: Bruno PlayHard (fundador da LOUD)
- 25/08: Arnon de Mello (Vice-President and Managing Director da NBA Latin America and Canada)
- 08/09: Vinicius Azevedo (superintendente de Marketing do Corinthians)
- 22/09: Luiz Martinez (diretor-geral da NFL no Brasil)
- 06/10: Francisco Mattos (diretor executivo da Fórmula 1 no Brasil)
- 20/10: Felipe Funari (sócio-fundador do Fluxo W7M)
- 03/11: Frederico Pena (presidente da Roc Nation Sports Brazil)
- 17/11: André Rocha (CEO do Red Bull Bragantino)
