Por Flávia Viana
No próximo 2 de setembro, o tradicional Nacional Club, em São Paulo, será palco da vernissage da exposição “Corpo Vestígio — Entre o Silêncio e a Memória”, da artista plástica Viviane Coghi, com curadoria de Rogério Naressi.
Reconhecida por uma produção marcada pela expressividade e pela delicadeza conceitual, Viviane Coghi constrói uma linguagem visual na qual o corpo feminino deixa de ser apenas figura para tornar-se território de emoções, memória e transformação.
Em suas telas, não há personagens definidos, mas fragmentos da experiência humana.
A curadoria de Rogério Naressi foi concebida para ampliar essa narrativa e transformar a vernissage em uma verdadeira experiência imersiva.
A proposta é fazer com que o público não apenas observe as obras, mas caminhe por elas como quem percorre as próprias lembranças.
Mais do que apresentar uma coleção de pinturas, Viviane Coghi oferece uma reflexão sobre a condição humana e sobre as marcas invisíveis que nos constituem.
Para o curador Rogério Naressi, a força da exposição está em sua capacidade de criar conexões profundas entre obra e espectador.
“Corpo Vestígio” não busca respostas prontas; propõe encontros.
Cada visitante leva consigo uma leitura singular, porque cada memória é única e cada corpo carrega vestígios que somente a arte é capaz de revelar.
Em “Corpo Vestígio — Entre o Silêncio e a Memória”, Viviane Coghi e Rogério Naressi apresentam uma exposição que transforma o espaço expositivo em um território de emoção e pertencimento.
Uma mostra que reafirma o poder da arte de preservar aquilo que o tempo jamais consegue apagar.
“O corpo guarda aquilo que a memória não consegue esquecer.”
