Demitida, ela vendeu carro, criou marca de semijoias e tem 17 lojas

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Demitida, ela vendeu carro, criou marca de semijoias e tem 17 lojas

Vale diversificar sempre o portfólio

A criação da marca veio de uma jornada bem-sucedida. Anderson Santos, consultor de negócios do Sebrae-SP, diz que Luana Cabral, por ter trabalhado em uma loja do segmento, já conhecia o mercado de semijoias. “Isso a ajudou a buscar fornecedores em Limeira, o principal polo do setor do país, e lançar a sua marca. Começou no clássico: vendendo para amigas, depois para amigas das amigas e formando sua rede de revendedoras. Foi muito bem-sucedida”, diz.

O negócio tem produtos de fácil aceitação. “O produto em si não tem erro, é vendável. Mas cada público tem o seu produto certo. Por isso, a Luah Semijoias e qualquer outra marca do ramo precisam conhecer o perfil da sua clientela para oferecer os produtos mais indicados para ela”, afirma o consultor.

O modelo de negócio desperta o protagonismo feminino. Para ele, Luana apresentou uma oportunidade de negócio às mulheres que conseguem ter renda sendo revendedoras da marca. “O papel dela foi ser uma fomentadora do empreendedorismo feminino e, com isso, despertou o protagonismo dessas mulheres”, declara.

Mas vale ficar de olho em tendências e sempre trazer novidades. A dica, diz o consultor, é buscar sempre diversificar o portfólio para manter o interesse da clientela, com coleções novas e preços competitivos. “Se a marca tem pouca variação de produtos, acaba não chamando mais a atenção dos clientes nem os seduzindo para novas compras”, diz.

Não descuidar do pilar da empresa: as revendedoras. “Geralmente, revendedoras não vendem somente um produto. Elas vendem outros itens, como moda íntima, perfumes, cosméticos, pois precisam levar sortimento aos clientes. Elas precisam ter catálogos de marcas diferentes. Portanto, se, por um lado, as revendedoras seduzem o cliente final, por outro, são elas que devem ser seduzidas pela Luah. A empresa não pode se descuidar disso”, afirma.