Dólar abre a R$ 5,15, influenciado por petróleo, PIB dos EUA e IPCA-15

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Dólar abre a R$ 5,15, influenciado por petróleo, PIB dos EUA e IPCA-15

Divulgação do PIB dos Estados Unidos deve influenciar mercados globais. O governo americano divulga prévia do Produto Interno Bruto do país para o segundo trimestre. O ritmo da atividade na maior economia do mundo vai ser usado por investidores para ajustarem apostas na taxa de juros. O Fed (Federal Reserve), Banco Central americano tem sinalizado que pode elevar as taxas para conter a inflação, mas um desaquecimento da demanda e da produção podem levar o órgão a rever planos.

No Brasil, mercado reage à prévia da inflação oficial em julho. O IPCA-15 divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou variação negativa de 0,40%, ficando 0,46 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em julho (0,06%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.

Agentes de mercado ajustam expectativas para juros no Brasil após IPCA-15. A variação do índice que antecipa a inflação oficial brasileira no mês abre espaço para que o Banco Central possa seguir cortando a taxa básica de juros Selic, mantendo ciclo que teve quatro reduções pelo Copom (Comitê de Política Monetária) — todas de 0,25 ponto percentual — desde março.

Ibovespa emendou quatro sessões de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em alta 1,55%, aos 174.576 pontos, maior patamar em 20 dias. Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. Menor aversão a risco global tem ajudado a sustentar o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3. Nas últimas três sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas.

Investidores reagem ainda a novos capítulos de crises envolvendo empresas listadas na B3. Investidores ajustam posições aos papéis da varejista Casas Bahia, da petroquímica Braskem, da operadora de telefonia Oi e da rede de saúde Oncoclínicas.

Corporativo

Ações da Oncoclínicas vão ser influenciadas por decisão da CVM sobre oferta pública de ações. A Comissão de Valores Mobiliários aprovou, em sessão ontem, a obrigatoriedade de uma OPA (oferta pública de ações) na Oncoclínicas. Com a decisão, acionistas da empresa do fundo americano Centaurus serão obrigados a fazer uma oferta para comprar ações dos minoritários, em uma transação que pode superar R$ 6 bilhões. Ontem, os papéis da empresa já subiram 15,1%, a R$ 1,75.