Dólar abre semana influenciado por queda de preço do petróleo e Boletim Focus

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Dólar abre semana influenciado por queda de preço do petróleo e Boletim Focus

Preço do barril de petróleo cai hoje abaixo de US$ 90. O contrato do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para outubro recuava 7,62%, US$ 84,69 por barril, por volta das 9h (horário de Brasília).

Alívio das tensões no Oriente Médio ajuda a reduzir ordens de compra. Os Estados Unidos interromperam no final de semana a sequência de 13 noites consecutivas de ataques contra o Irã. A pausa no conflito recoloca no radar a expectativa de cessar-fogo mais duradouro entre os países e volte a liberar o tráfego de navios pela região, condição necessária para normalizar o fornecimento mundial da principal fonte de energia da economia mundial.

Mercados ajustam projeções econômicas de olho na política monetária. O Boletim Focus, pesquisa semanal com uma centena de agentes do setor financeiro, mostrou redução das estimativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026, mas piora de cenários para 2027 e 2028 — em ambos os casos, com variações superiores ao teto da meta perseguida pelo Banco Central. Nos dias 4 e 5 de agosto, os diretores do órgão reúnem o Copom (Comitê de Política Monetária) para decidir se seguem ou interrompem o ciclo de corte da taxa básica de juros Selic.

Na temporada de balanços, investidores aguardam resultados de líderes da telefonia. Hoje saem os dados de Vivo e da Tim, ambos os casos após o fechamento da Bolsa.

No Brasil, Ibovespa busca reação após baixa na sexta-feira. O principal índice acionário da B3 recuou 1,5% na última sessão da semana passada, a 174.041 pontos, anulando os ganhos que tinham sido apurados entre segunda e quarta-feira.
Retorno de investimento estrangeiro pode ajudar recuperação da Bolsa.

Julho tem sido marcado por alguma retomada da entrada de capital externo na Bolsa brasileira, com saldo positivo de R$ 2,6 bilhões na primeira quinzena. Para analistas, esse movimento pode ser ainda um ajuste técnico após dois meses seguidos de saída líquida, com retirada de R$ 7,8 bilhões em junho e de R$ 15 bilhões em maio.