Ibovespa teve 11 pregões de queda. Na quarta-feira, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir 2,17%, para 169.951 pontos, antes de fechar com avanço de 0,90%, aos 167.830 pontos.
De um lado, o encarecimento do petróleo pressiona a inflação global, leva o Banco Central a manter postura defensiva e reduz espaço para cortes de juros, o que encarece o crédito e afasta o investidor das ações ligadas ao consumo interno, varejo e construção civil. Por outro lado, o barril valorizado dá suporte para as petroleiras, como a Petrobras, que tem peso relevante na composição do Ibovespa, ajudando a segurar o índice e impedindo quedas mais bruscas. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad
Alta do preço do petróleo alimentou aversão a risco nos mercados. O contrato do barril do tipo Brent para entrega em outubro subiu pela quinta sessão seguida, fechando em alta de 2,36%, a US$ 93,78, maior cotação em dois meses.
Continuamos vendo tendência de depreciação para o real em razão da maior volatilidade no mercado doméstico em curto prazo e, também, potencial diferencial de juros menor ao longo do próximo ano. Nas últimas semanas, observamos deterioração adicional da moeda brasileira, descorrelacionando-se de moedas pares, com maior saída no fluxo de capitais de curto prazo pelo investidor estrangeiro, incertezas sobre a continuidade da apreciação do petróleo e com a proximidade das eleições presidenciais. Álvaro Frasson, macro estrategista do BTG Pactual
Donald Trump elevou tom contra Irã. O presidente dos EUA disse que vai ampliar as sanções econômicas contra o governo, empresas e cidadãos iranianos. Para analistas, esse movimento reduz a possibilidade de acordo entre os países. Isso afasta do cenário a expectativa de reabertura negociada para o Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento mundial de petróleo antes da guerra, e que está praticamente fechado há semanas.
Endividamento recorde dos Estados Unidos reforçou preocupação dos mercados com juros. A dívida bruta do governo americano superou US$ 40 trilhões pela primeira vez, com gastos crescentes da Casa Branca. Para economistas, o custo do refinanciamento na maior economia do mundo tende a impactar os juros globais.
