Ministro da Fazenda afirmou que pretende ajudar a reduzir o prêmio de risco e os juros ao reforçar o ajuste fiscal. Para Durigan, o governo fez um ajuste de aproximadamente dois pontos porcentuais do PIB (Produto Interno Bruto) e que o desafio precisa ser replicado adiante. Na avaliação do ministro, o desafio de reduzir os juros é essencial para o desenvolvimento do país, que emite títulos, e para as conversas com empresários.
Ministro disse que o governo “praticamente zerou” o déficit público e que ainda precisa estabilizar a dívida. Para ele, desde 2024 o resultado primário tem contribuído para a previsibilidade. “Como a gente fez um ajuste de aproximadamente 2 pontos porcentuais do PIB, nesta gestão, esse desafio precisa ser replicado daqui para a frente. E, ao demonstrar que nós vamos fazer isso, eu espero que a gente avance para a etapa de redução da taxa de risco.”
Ministro destacou que discutir crédito no Brasil exige “juros civilizados”. Ele disse que um dos caminhos para chegar a esse patamar é enfrentar a questão fiscal e dar tranquilidade sobre a trajetória das contas públicas. Para isso, ele reiterou que o governo vai perseguir a trajetória de resultado fiscal prevista no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) e afirmou que, desde 2023, as Leis de Diretrizes Orçamentárias projetam um caminho para o superávit fiscal.
Como aconteceu com a inflação, nós não vamos tolerar irresponsabilidade fiscal daqui para a frente. Dario Durigan
Reforma tributária
Durigan disse que não vê motivo para medo da reforma tributária. Para o ministro, seria mais preocupante é manter o sistema atual. “O que me assusta é olhar para a situação tributária brasileira hoje e imaginar que a gente pudesse seguir dessa forma”, afirmou.
