A empresa diz que “não localizou registros contábeis ou financeiros que evidenciem a aquisição de crédito”. Acrescenta que “não houve, por parte da atual gestão da OSX, utilização de recursos do caixa da companhia para a aquisição dos créditos mencionados”.
Empresa reconhece importância de acionistas. Sobre a possível diluição de acionistas pelo plano de recuperação judicial, a OSX afirma que “reconhece a importância de seus acionistas”, e que o plano de recuperação “não foi concebido com o propósito de prejudicar acionistas, credores ou qualquer outro interessado”.
As medidas previstas no plano decorrem da necessidade de reestruturar um passivo relevante e preservar uma atividade empresarial que permanece em funcionamento. O objetivo da reestruturação é viabilizar a continuidade da atividade empresarial, preservando o valor econômico da Companhia e criando condições para sua recuperação, e não lesar seus acionistas.
OSX, em nota
Administrador judicial disse que não foi intimado. Em nota ao UOL, o Pansieri Advogados, afirmou que só assumiu a administração judicial da companhia em novembro de 2025, quando ficou cerca de um mês, e depois retornou em março de 2026. Disse também que não foi intimado a se manifestar sobre o tema. A Reag e a securitizadora Travessia não responderam sobre o assunto.
Em novembro de 2024, a Justiça determinou o afastamento da antiga diretoria. A decisão ocorreu após denúncias de credores. Desde então, a empresa é administrada por um gestor indicado pela Justiça. A venda do crédito bilionário para o fundo da Reag ocorreu portanto na gestão anterior.
A OSX hoje
A OSX vive hoje do aluguel de uma área no Porto de Açu. A atual gestão diz que a área “permanece sendo utilizada para atividades empresariais relacionadas à indústria de óleo e gás, logística e serviços especializados, integrando uma cadeia de negócios que envolve empresas de grande porte e reconhecida atuação nos setores de óleo e gás e offshore”.
