A margem bruta consolidada ficou em 52,1% no trimestre, recuo de 1,6 ponto percentual sobre o segundo trimestre de 2025. A companhia atribui a queda aos descontos oferecidos pela marca Mobly para conter o efeito das rupturas de estoque sobre as vendas.
O Ebitda ajustado — indicador que mede a geração de caixa, aqui sem itens extraordinários — ficou negativo em R$ 7,6 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 23,1 milhões apurado um ano antes. A margem Ebitda ajustada passou de 7,0% para -3,7%.
O trimestre também reuniu R$ 148,5 milhões em efeitos não recorrentes, como custos de reestruturação, multas pelo fechamento de dez lojas deficitárias e ajustes em contas a receber do marketplace. Com esses itens, o Ebitda contábil foi negativo em R$ 156,2 milhões, ante resultado positivo de R$ 19,4 milhões no mesmo período de 2025.
As despesas com marketing e vendas somaram R$ 37,8 milhões, queda de 18,9% em valor absoluto. Como proporção da receita líquida, porém, o peso subiu de 14,1% para 18,2%, porque a receita caiu mais rápido do que essas despesas, que têm parcela fixa.
A companhia investiu R$ 17,9 milhões em capex até o segundo trimestre, o equivalente a 37,3% do limite anual de R$ 48 milhões definido em covenant financeiro com credores. Restam R$ 30,1 milhões de margem dentro desse limite para 2026.
O grupo encerrou o trimestre com R$ 23,4 milhões em caixa e liquidez total de R$ 92,9 milhões. Segundo a companhia, o consumo de caixa no período refletiu o resultado operacional, as rupturas de estoque e desembolsos não recorrentes ligados à reestruturação da rede de lojas.
