A Polícia de Segurança Nacional de Portugal afirmou, em nota enviada ao UOL, que foi acionada em diversas ocorrências envolvendo a família e que sempre comunicou a situação a entidades competentes. Ao menos quatro ocorrências diferentes foram registradas, incluindo a agressão cometida pelo pai e uma denúncia de abandono materno, que não foi confirmada após checagem policial, segundo o órgão.
De acordo com a polícia, tanto Gabriela quanto o filho foram ouvidos sobre a situação envolvendo as agressões relatadas e gravadas pelo menino. “Foram assumidos compromissos quanto ao acompanhamento clínico, à tomada da medicação, à frequência escolar e desportiva e à alteração da forma de relacionamento entre ambos”, diz trecho da nota.
Entre as ações propostas para solucionar a tensão familiar estavam “alternativas ao contexto materno”, como a ida das crianças ao Brasil para viver com a família paterna. “Esta informação demonstra que as preocupações relativas aos menores, incluindo o conteúdo dos vídeos e áudios, eram conhecidas e estavam a ser avaliadas pelos serviços especializados e pelo Tribunal competente”.
Sobre a ida do adolescente à delegacia, a polícia disse que tentou contatar o garoto por telefone duas vezes para transmitir as orientações sobre como proceder, mas não teve retorno. O órgão disse, ainda, que afirmou que o garoto deveria ir “preferencialmente” com um adulto à casa de acolhimento, sem intenção de impedir uma denúncia.
Não existiu, assim, qualquer intenção de impedir ou recusar uma denúncia, mas de esclarecer o jovem de que a situação por ele relatada já se encontrava sinalizada e sob apreciação das entidades competentes.
Polícia de Segurança Pública de Portugal
O UOL também buscou o Itamaraty, o Ministério Público do país e o Núcleo de Infância e Juventude de Oeiras para saber por que nenhuma atitude prática foi tomada diante das denúncias. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento.
