Levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) revelou que o setor de tecnologia no Brasil enfrenta um desafio estrutural na equidade de gênero. Segundo os dados, apenas 20,7% das vagas formais no setor de tecnologia são ocupadas por mulheres.
Na área da especialização técnica, a diferença de cargos ocupados por gênero é ainda mais discrepante, 14% dos engenheiros de computação e 13% dos programadores são do sexo feminino. Diante desse cenário, oportunidades de formação fora do país são vistas como possibilidades para mulheres acelerarem suas trajetórias no mercado de trabalho.
Especializações no exterior na área de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática apresentam possibilidades que extrapolam a obtenção de um diploma internacional, são uma chance de conectar essas profissionais brasileiras com o mercado internacional de inovação, além do acesso a redes de apoio voltadas exclusivamente ao incentivo feminino e programas de financiamento estruturados.
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Transformação na carreira
O incentivo à inclusão de mulheres nas ciências exatas e tecnológicas tem mobilizado governos, universidades e fundações globais a investirem em bolsas de estudo e fellowships, uma vez que, imersas no sistema internacional, essas profissionais podem desenvolver competências técnicas, ampliar suas redes de contatos e acessar posições de liderança no mercado global ou no Brasil.
Gabrielle Hayashi, consultora de Educação e Internacionalização de Carreira, afirma que, para que essa barreira de gênero no setor tecnológico seja rompida, é preciso democratizar o acesso à informação de oportunidades internacionais.
“A internacionalização oferece às mulheres as ferramentas e a visibilidade necessárias para ocupar espaços onde ainda são minoria. Quando uma profissional conquista uma colocação internacional em tecnologia e inovação, ela não muda apenas a própria carreira, mas inspira novas gerações de mulheres a entrarem e permanecerem no setor”, afirma.
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Por Jade Vieira
Jornalista
