O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, afirmou que “as partes unirão esforços para promover a recuperação dos ativos das reservas internacionais da Venezuela no Banco da Inglaterra”.
A presidente venezuelana pediu há algumas semanas ao rei britânico Charles III, por meio de uma carta, a liberação do ouro das reservas internacionais depositado no Banco da Inglaterra para atender os afetados pelo duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho, que deixou mais de 6.300 mortos.
Os lingotes de ouro depositados pela Venezuela no Banco da Inglaterra são avaliados em US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões), dos quais não pode dispor por decisão do Reino Unido, que também não reconheceu a reeleição de Maduro.
Desde 2019, a oposição, então com maioria no Parlamento, iniciou um processo para impedir que o governo deposto tivesse acesso a estes fundos.
Durante o processo, Figuera se reuniu separadamente com representantes de presos políticos, de aposentados e do sindicato de jornalistas. Ela prometeu levar suas reivindicações à mesa de diálogo.
Uma opositora que acompanha as negociações e pediu anonimato disse à AFP que “há comunicação direta entre as delegações e os Estados Unidos, e quando há algum tema especialmente sensível, a mediação é acionada”.
