O que mudou dentro da indústria
A posição de Gates escancara uma discussão que já crescia entre os principais nomes da IA.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude, é um deles. Otimista em um artigo de 2024, agora detalha cenários que incluem a possibilidade de sistemas de IA agirem contra os interesses de quem os criou, à medida que ganham autonomia.
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, deu passos na mesma direção. Propôs em julho que os EUA liderem a criação de um órgão capaz de fiscalizar modelos avançados de IA, à semelhança da FINRA (Financial Industry Regulatory Authority), entidade que regula o mercado financeiro norte-americano.
Já Elon Musk vê diferente. Em entrevista à revista The Economist, também em julho, defendeu que as próprias empresas façam uma testagem cruzada de seus modelos. Para ele, um órgão regulador levaria tempo demais para tomar decisões.
Na Reunião Ministerial de Inovação do G20, realizada esta semana em Chapel Hill (EUA), Musk afirmou que a economia mundial deve crescer até 30% com a IA. Ele e Mark Zuckerberg, que falaram por vídeo no evento, defenderam a construção de mais centros de dados (data centers) no país e pediram “cautela” na regulamentação de normas, que podem travar a indústria.
