Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse no interrogatório de hoje que não podia confirmar os números, mas admitiu que a empresa “sabia que as taxas de adoção seriam menores” se as ferramentas não estivessem ativadas por padrão.
A juíza Yvonne Rogers, que decidirá o caso tendo o veredito do júri como referência, pareceu surpresa com o fato de Fogu desconhecer os dados internos. O diretor se mostrou combativo em alguns momentos, durante o interrogatório de um dos advogados dos estados.
Dois ex-funcionários também disseram que as ferramentas eram ineficazes. “Na minha experiência, ‘Take a Break’ é uma função desenvolvida para falhar”, declarou na semana passada Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta.
O cientista de dados George Volichenko, que trabalhou em recursos de segurança do Instagram em 2022 e 2023, apontou ontem que as taxas de adoção desses recursos eram “muito baixas e decepcionantes” e descreveu a liderança da Meta como pouco interessada em promover o seu uso.
Segundo Volichenko, a diretoria não aprovou a ativação do modo silencioso por padrão para adolescentes mais jovens, o que prejudicou a sua adoção, uma vez que a função não era facilmente localizada no aplicativo. Ativar os recursos de segurança por padrão teria “um impacto negativo considerável” na interação dos usuários, acrescentou.
O modelo de negócios da Meta gira em torno da venda de publicidade, e a empresa lucra mais quando os usuários passam mais tempo em seus aplicativos.