As conversas entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã não reduziram as preocupações do mercado sobre a guerra, agora no sétimo mês. Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, afirmou que as negociações foram longas e que os mediadores vão continuar o trabalho. Na quarta-feira, uma agência britânica de monitoramento marítimo informou que um navio de carga foi atingido por um projétil de origem desconhecida no estreito de Ormuz.
Indicador econômico dos EUA subiu em setembro ao maior nível em 62 meses. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, que agrega os setores de serviços e indústria, subiu de 56 em agosto para 58,4 em setembro, atingindo o maior nível em 62 meses, segundo pesquisa preliminar divulgada nesta quarta-feira, 23, pela S&P Global.
Indicador veio bastante forte, contrariando a expectativa de arrefecimento da atividade, aumentando a preocupação com pressões inflacionárias e, consequentemente, reduzindo o espaço para uma queda mais rápida dos juros. Por isso, os rendimentos dos Treasuries avançam tanto nos vencimentos de dois anos quanto nos de dez anos, pressionando vértices curtos e longos da curva. Esse movimento também tende a fortalecer o dólar. Já no mercado acionário, a reação inicial é negativa, com as bolsas operando em queda. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue
Banco Central dos Estados Unidos citou economia aquecida como um dos motivos para elevar juros no último encontro de Política Monetária. Em decisão tomada semana passada, o Fed (Federal Reserve) elevou a taxa de referência da economia americana em 0,25 ponto percentual, destacando que os diretores da autoridade monetária estão comprometidos com a convergência da inflação para a meta.
O resultado reforça a leitura de uma economia resiliente logo após a decisão do Fomc de elevar os Fed Funds em 0,25 p.p., para 3,75% a 4%, por decisão unânime. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
