Formalização de autônomos bate recorde, mas 70% ainda não têm CNPJ

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Formalização de autônomos bate recorde, mas 70% ainda não têm CNPJ

Entre os empregadores, a taxa de formalizados com CNPJ atingiu o maior nível desde 2016. O crescimento de 1,1 ponto percentual na comparação com 2024 elevou a taxa para 81,1%. O leve avanço mantém a estabilidade do indicador, que se reaproxima dos recordes alcançados em 2015 (82,5%) e 2016 (82,1%).

Somados, patrões e autônomos com CNPJ representam 35% do empreendedorismo nacional. O indicador cresceu 1,1 ponto percentual em relação a 2012, quando a fatia era de 24%. A evolução até a maior proporção da série foi puxada pelas regiões Centro-Oeste (de 27,3% para 41,6%), Sul (de 35,5% para 46,7%), Sudeste (de 30,4% para 41,6%).

Pela primeira vez, mais da metade dos trabalhadores por conta própria formalizados tem nível superior. O recorde foi alcançado após a taxa avançar de 48,4% para 50,8% entre 2024 e 2025. Somente entre os empregadores, o percentual daqueles com diploma superior chega a 91,8%, o que indica estabilidade ao longo de toda a série da pesquisa.

Associação de empreendedores a cooperativas registrou recuo relevante ao longo dos anos. Dos 30,6 milhões de trabalhadores por conta própria ou empregadores no ano passado, somente 4,7% eram associados a cooperativas, contra 6,3% em 2012. No período, a região Sul tinha o maior percentual de trabalhadores por conta própria ou empregadores cooperativados (7,8%).

Sindicalização

Taxa de sindicalização recuou para 8,8% em 2025 no Brasil. O IBGE afirma que o percentual representa uma estabilidade em relação aos 8,9% de 2024. O total de associados somou 9,1 milhões de pessoas e consolidou a estagnação. Em 2012, o percentual de sindicalizados era de 16,1%, quase o dobro em relação à taxa atual.