Ferroviários alegaram que o governo não apresentou garantia concreta, por escrito, da manutenção de emprego de todos os trabalhadores da CPTM. Segundo o sindicato, essa é a principal reivindicação dos ferroviários durante o processo de negociação. “A exigência é que a gente continua sendo contra a privatização. Precisamos de garantia dos empregos dos trabalhadores da CPTM”, disse Luiz Barbosa Neto Júnior, presidente do sindicato, na assembleia.
Nessa assembleia, a categoria, baseada na ausência de resposta do governador, resolve manter o movimento grevista até que o governador venha e nos dê um documento oficial com o pleito da categoria. Está nas mãos do governador. O que queremos é voltar ao trabalho e oferecer o transporte de qualidade que sempre oferecemos para a população. Mas o que pedimos é que o governador se manifeste oficialmente com essa garantia de emprego.
Luiz Barbosa Neto Júnior, presidente do STEFZCB
Antes do final do prazo de uma hora, a CPTM e o governo divulgaram uma nota. Eles alegaram que a greve foi decretada mesmo após um compromisso da gestão estadual de não fazer nenhuma demissão no período de realocação dos funcionários da CPTM. Eles afirmaram que a paralisação é resultado de uma “decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente”.
Por volta das 22h30, o governo estadual compartilhou outro comunicado, no qual declarou que a manutenção da greve é “injustificável”. Eles reforçaram não haver demissões em curso em razão do processo de concessão. “Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento”, acrescentaram.
Governo também acusou o sindicato de desrespeitar a ordem do TRT, que exigia a manutenção de 80% do efetivo no horário de pico. De acordo com a gestão estadual, a CPTM operou com 53% dos funcionários no período de maior demanda da noite.
A CPTM e o Metrô voltarão a executar o plano de contingência e reforçarão a operação do sistema de transporte para reduzir os impactos à população durante este segundo dia de paralisação. O Governo do Estado continuará adotando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a prestação do serviço público, responsabilizar os envolvidos pelo descumprimento das determinações judiciais e garantir a proteção do direito de ir e vir dos cidadãos.
Governo de São Paulo, em nota
