O show que o rapper Kanye West fará na Gazprom Arena, em São Petersburgo, está causando frenesi na Rússia. Artistas têm evitado passar pelo país em razão da guerra com a Ucrânia.
Embora vá acontecer só entre os dias 10 e 11 de outubro, a apresentação já está gerando comoção no país. Os fãs do artista se apressaram em comprar os ingressos assim que os shows foram anunciados, na segunda-feira (17).
As entradas mais caras, que custam US$ 1.850 (cerca de R$ 9.500), esgotaram em poucas horas. Situação semelhante aconteceu com os tíquetes mais baratos. Os organizadores dizem que foram vendidos mais de 100 mil ingressos.
Apesar do alvoroço, há quem não enxergue o evento com bons olhos. É o caso de Nikolay Novichkov, político russo que defende o cancelamento a não ser que o artista expresse apoio à Rússia e à operação militar do país. No passado, o político já pediu que fosse aberta uma investigação para apurar as declarações antissemitas do rapper.
No começo deste ano, West pediu desculpas por ter feito apologia do nazismo e outros comportamentos que provocaram controvérsias nos últimos anos em um anúncio publicado no Wall Street Journal. Em sua declaração, ele nega ser antissemita e afirma ter “perdido o contato com a realidade”.
“Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”, afirmou o músico americano em seu anúncio.
Em seu anúncio, o cantor faz referência a diversas declarações, que tiveram início em 2022, em que West afirmou, por exemplo, ter “amor” pelos nazistas e admiração pelo ditador alemão Adolf Hitler. No ano passado, ele ainda vendeu itens com suásticas, símbolo nazista, e lançou uma canção intitulada “Heil Hitler“.
