Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado somou R$ 1,96 bilhão, recuo de 3,87% em um ano. Segundo a companhia, a apreciação do real frente ao dólar e os efeitos no custo dos produtos vendidos pressionaram o indicador. Preços de celulose em dólar e de embalagens, maiores volumes de papéis e embalagens e a monetização de ativos florestais compensaram parte desses efeitos. A margem Ebitda Ajustada ficou em 38,09%, baixa de 0,81 ponto percentual.
Lucro líquido caiu para R$ 386,6 milhões no trimestre. A companhia atribuiu a variação à retração do Ebitda Ajustado, à mudança na avaliação contábil de ativos biológicos, ao resultado financeiro e ao IR/CS.
Dívida líquida ficou em R$ 24,03 bilhões em 30 de junho de 2026, ante R$ 24,04 bilhões no fim de março. A alavancagem em dólar, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda Ajustado dos últimos 12 meses, caiu de 3,3 vezes para 3,2 vezes.
Nos seis primeiros meses de 2026, os investimentos somaram R$ 1,5 bilhão, alta de 19,3% em um ano. A Klabin informou que aplicou R$ 553 milhões em silvicultura, com maior volume de plantio, R$ 487,0 milhões na continuidade operacional e R$ 408 milhões na modernização da caldeira de recuperação de Monte Alegre. Capex (indicador de investimento da empresa) foi de R$ 657 milhões no segundo trimestre.
O que diz a Klabin
A administração destacou estabilidade operacional e avanço do ramp-up da MP28, além da alocação de volumes em mercados premium e rentáveis. “No segundo trimestre de 2026, a Klabin apresentou estabilidade operacional, com disciplina na execução de sua estratégia comercial e consistência em seus resultados”, afirmaram os administradores da companhia.
