O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado ficou em US$ 1,88 bilhão, recuo de 3,8% em um ano. A margem Ebitda, no entanto, subiu de 19,9% para 21,6%, alta de 1,7 ponto percentual. Segundo a companhia, o crescimento do segmento de streaming — cujo Ebitda avançou 63% em moeda constante, para US$ 512 milhões — compensou parte da queda nos estúdios e nas redes lineares globais.
A queda de 90,6% no lucro líquido do trimestre também reflete um efeito de comparação. No segundo trimestre de 2025, a empresa havia registrado um ganho não recorrente de US$ 2,96 bilhões com a quitação antecipada de dívidas. Em 2026, a mesma linha teve efeito oposto, uma perda de US$ 75 milhões, o que reduz a base de comparação sem refletir necessariamente o desempenho operacional do período.
A receita de conteúdo caiu 26% em moeda constante, para US$ 1,83 bilhão, puxada por uma menor receita de bilheteria no segmento de estúdios. Já a receita de distribuição cresceu 1% em moeda constante, para US$ 4,95 bilhões: a companhia diz que o avanço do streaming global compensou o declínio contínuo de assinantes de TV paga linear nos Estados Unidos.
A empresa investiu US$ 276 milhões em capex (o investimento em máquinas, obras e tecnologia) no trimestre, 1,8% a menos que um ano antes. No acumulado do semestre, o capex somou US$ 544 milhões, alta de 2,3% sobre o mesmo período de 2025.
A Warner encerrou o trimestre com dívida líquida de US$ 29,7 bilhões e alavancagem (a relação entre a dívida e a geração de caixa) de 3,4 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, de US$ 8,8 bilhões. No período, a companhia quitou integralmente uma linha de crédito-ponte de US$ 15 bilhões, substituída por um empréstimo a prazo de US$ 13 bilhões e outro de 1,7 bilhão.
O fluxo de caixa livre somou US$ 572 milhões, queda de 18,5% em um ano. O caixa gerado pelas operações foi de US$ 848 milhões, 13,7% menor. A companhia atribui a queda ao maior investimento líquido em conteúdo, parcialmente compensado por menos pagamento de impostos.
