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Em vídeo nas redes sociais, a influenciadora Maya Massafera assustou os fãs ao aparecer no hospital realizando exames por uma suspeita de um possível acidente vascular cerebral (AVC).
Felizmente, não passou de um susto: no domingo (30), após a repercussão do caso, ela divulgou novas imagens explicando que seu episódio não tinha sido um AVC, mas apenas uma investigação associada à descoberta de níveis elevados de colesterol.
Entenda melhor o que aconteceu, segundo relato da própria Maya, e como o colesterol e o AVC se relacionam.
O que aconteceu com Maya Massafera
Maya Massafera publicou um episódio do Reality da Maya, uma série de vlogs sobre a sua rotina, onde aparece realizando exames no hospital. Em função da forma como a influenciadora explicou a situação, o caso foi tratado na imprensa e por seguidores como um “princípio de AVC”.
Mas, no vídeo em que postou mais tarde tranquilizando os fãs, ela esclareceu as coisas: Maya não estava com suspeita de AVC, nem vivenciando o início de um acidente do tipo. Na realidade, ela estava realizando investigações complementares para avaliar seu risco de ter problemas como um AVC, porque seu colesterol estava muito alto.
“Eu não sei falar igual médico, tá gente”, explicou. A ideia era entender melhor como estava sua saúde cardiovascular geral e a necessidade de tratamentos específicos para lidar com a hipercolesterolemia, que é um fator de risco para AVC.
No caso de Maya, o colesterol alto foi atribuído à terapia hormonal para a transição de gênero, que pode alterar o perfil lipídico no organismo.
“Eu tomo bloqueadores de hormônios masculinos, eu tomo muito hormônio feminino. […] Meu médico ficou preocupado”, detalhou a influenciadora. “Eu fui lá, fiz o exame, não foi nada”, completou. Ela também ressaltou que, embora só tenha sido publicado agora, o vídeo era mais antigo, de cerca de um mês atrás.
Como o colesterol impacta o risco de AVC
O excesso de colesterol no sangue está relacionado ao desenvolvimento da aterosclerose, acúmulo de placas de gordura nas artérias, que se tornam mais estreitas e rígidas, prejudicando a circulação sanguínea.
Além de afetar negativamente a saúde cardiovascular de modo geral, a aterosclerose também aumenta os riscos de sofrer com um AVC isquêmico: nessa versão do problema, as placas formadas pelo colesterol podem se romper e formar coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo até o cérebro, impedindo sua oxigenação, podendo deixar sequelas e até matar.
O colesterol elevado está entre os fatores de risco para o AVC que se desenvolvem de forma silenciosa e, muitas vezes, não é diagnosticado ou tratado adequadamente antes de intercorrências potencialmente fatais, que incluem ainda o infarto.
A descoberta de níveis elevados permite a realização de exames complementares, como os feitos por Maya Massafera, para determinar a melhor forma de abordar o problema: podem ser empregados medicamentos que agem diretamente sobre o colesterol, como as estatinas, ou modificar fatores de risco associados à dislipidemia.
A redução passa também por adotar um estilo de vida mais ativo e adequações na alimentação, minimizando o consumo de alimentos gordurosos, por exemplo. Mas, no caso de Maya, como a elevação foi associada à terapia hormonal, ela relatou que decidiu mudar o tipo de hormônio utilizado, o que teria sido suficiente para controlar o colesterol em sua situação.
