Corinthinha e Messi já estavam presos. O MP-SP, então, pediu prisão preventiva contra VH e Ju Machado, que respondiam a crimes em liberdade, e os mandados foram cumpridos ontem após serem expedidos pela Justiça.
As ordens para os monitoramentos das autoridades teriam partido de lideranças da facção dentro das prisões. O grupo sabia informações sobre os endereços, rotinas, hábitos e trajetos das autoridades e seus familiares. O MP-SP aponta que os homens faziam fotografias e vídeos dos parentes com o objetivo de planejar supostos atentados.
Com as informações nas mãos, eles enviariam o conteúdo para a “Sintonia Restrita” da facção. Esse braço é responsável por planejar ações estratégicas do PCC, como atentados contra autoridades, conforme a denúncia.
VH foi responsável por monitorar Roberto Medina, segundo as autoridades. Ele teria feito filmagens do trajeto do coordenador de presídios da penitenciária até sua casa, fotografou a fachada do imóvel, placas de veículos e seguiu até a esposa da vítima até seu trabalho, em Presidente Venceslau, no interior do estado.
Corinthinha recebia as informações de VH e era o interlocutor do plano. Ele coletava os dados, incluindo mapas dos trajetos, para o setor responsável na facção, segundo o Ministério Público.
Messi levantou informações sobre a vida do promotor Lincoln Gakiya. No seu celular foram encontrados mapas, localizações, fotos e outros dados dos locais de trabalho e frequentados pela família do agente. Ele também teria negociado armas — incluindo fuzis.
