Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. A expectativa é que o índice feche o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Perspectivas apontam para uma deflação de 0,21% em agosto. A taxa negativa é esperada devido ao abatimento do chamado “Bônus de Itaipu” sobre as contas de luz, que vai aliviar as tarifas de 83,8 milhões de consumidores, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Se confirmada, a deflação será a primeira em um ano.
Prévia da inflação indicou uma queda de 0,4% dos preços neste mês. Além dos abatimentos nas contas de energia elétrica residencial (-6,25%), os alimentos também ficaram 0,57% mais baratos. Com a deflação, o IPCA passou a acumular alta de 4,24% nos últimos 12 meses e voltou para o teto da meta.
Para 2027, os analistas elevaram as expectativas para 4,28%. A oscilação semanal de 0,03 ponto percentual representa a terceira alta seguida das expectativas para o IPCA do próximo ano. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem novamente estáveis, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
PIB
Analistas projetam alta menor da economia brasileira neste ano. A atualização das expectativas indica que o PIB (Produto Interno Bruto), indicador referente à soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país, vai crescer 1,92% em 2026. Na semana passada, a previsão era de avanço de 1,95%.
