Governado pelos democratas, o Estado reabriu sua investigação sobre Epstein em fevereiro e solicitou os arquivos não editados do Departamento de Justiça dos EUA para identificar visitantes e funcionários do Zorro Ranch, propriedade de Epstein próxima a Stanley, no Novo México, que supostamente participaram dos crimes ou foram testemunhas deles.
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou ter fornecido alguns arquivos, mas foi impedido de disponibilizar outros materiais devido a proteções de privacidade.
“A inércia federal não apenas atrasa a investigação; ela prolonga e agrava o sofrimento das sobreviventes”, argumentou a ação judicial do Novo México, solicitando que o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia obrigue o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, a divulgar os arquivos solicitados.
Em resposta à ação judicial, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou que, nos termos da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein e de ordens judiciais de proteção, não era obrigado nem autorizado a divulgar informações que identificassem as vítimas.
“O Novo México não apresentou nenhuma base legal para justificar tais divulgações abrangentes”, afirmou um porta-voz em comunicado.
Após mais de cinco meses de investigação estadual, o procurador-geral do Novo México, Raul Torrez, ainda não anunciou nenhum resultado.
