Foi nomeado o advogado Bruno Rezende como administrador judicial. O papel dele será auxiliar a Justiça nos processos para arrecadar os bens da empresa, pagar credores e encerrar as atividades de forma legal.
O patrimônio líquido negativo do grupo supera R$ 22,6 bilhões, com base em dados de março de 2026. A projeção de caixa para o fim de julho de 2026 era de R$ 88,1 milhões, mas o valor já havia caído para R$ 19,6 milhões em abril de 2026, conforme dados do processo.
Falência encerra recuperação judicial. Aprovado em abril do ano passado, o processo de reestruturação tratava de uma dívida de R$ 44,3 bilhões. Naquela assembleia de credores, foi acertado um novo financiamento de até US$ 655 milhões. Desse total, os credores financeiros iriam colocar US$ 505 milhões, enquanto a empresa de infraestrutura de telecomunicações V.tal, controlada pelo BTG Pactual, aportaria de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
Fornecedores já interromperam serviços
Fornecedores da Oi chegaram a suspender serviços diante da falta de pagamentos. Em julho de 2026, a Sitelbra interrompeu conexões da rede de lotéricas da Caixa, sistemas de videomonitoramento na Bahia e em Goiás e lojas da Enel no Ceará.
Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram serviços prestados à operadora. Em 3 de agosto de 2026, a juíza Simone Chevrand mandou restabelecer os serviços essenciais contratados pela Oi e fixou multa de R$ 5 milhões em caso de descumprimento.
