Medicamentos eram armazenados sem refrigeração no imóvel em Ciudad del Este. Segundo o veículo paraguaio, foram encontrados ao menos cinco tipos de remédios, além de veículos de alto padrão. As autoridades consideram as condições de armazenamento um indício de falsificação.
Outras três pessoas identificadas pela investigação continuavam sendo procuradas no Paraguai. A polícia local atribui a Carvalho e Santos participação na estrutura logística que estabelecia contatos no país, preparava os produtos e facilitava o transporte para o Brasil.
Produção ocorria em casas e depósitos
A investigação brasileira identificou quatro núcleos dedicados à fabricação e distribuição clandestina dos produtos. As ações alcançaram o Distrito Federal e estados como Acre, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Paraná.
O grupo produzia substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes em casas e depósitos improvisados. Segundo a PCDF, não havia controle de esterilidade, pureza ou segurança sanitária. “Eles fabricam, em fundo de quintal, esses anabolizantes que são despejados no mercado nacional”, afirmou Carbone.
Os produtos recebiam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países. A estratégia buscava simular mercadorias importadas de laboratórios inexistentes ou reproduzir marcas conhecidas no mercado.
