A ação conjunta reúne cerca de 130 agentes de três órgãos diferentes de fiscalização. Participam dos trabalhos 50 servidores da Receita Federal, 50 integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e 30 do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Como funcionava o esquema de contrabando
Os perfumes de luxo, principalmente da linha árabe, entravam clandestinamente no Brasil pela fronteira com o Paraguai. Os produtos entravam por Ponta Porã (MS) e eram armazenados em depósitos em Campo Grande antes de seguir para centros de distribuição em São Paulo e Pernambuco.
O grupo usava influenciadores digitais e redes sociais para promover as vendas na internet. Em seus canais na web, a organização se apresentava como a “maior referência em perfumaria árabe do Brasil”.
A quadrilha usava empresas de fachada e notas fiscais falsas para esconder a origem do dinheiro. Segundo as investigações, os suspeitos também recorriam a laranjas e compravam criptoativos para pagar fornecedores no exterior.
Os números da investigação
As contas bancárias dos investigados movimentaram mais de R$ 300 milhões nos últimos anos. O volume financeiro acendeu o alerta das autoridades sobre o tamanho da organização criminosa.
