Pautas prioritárias do governo federal devem ser proteladas para depois das eleições de outubro. Esse é o sentimento predominante na base governista após o anúncio feito por Davi Alcolumbre (União-AP), por meio de nota, após a segunda reunião com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo apuração da analista de Política Edilene Lopes, embora tenha havido uma sinalização para destravar temas importantes ao governo, a percepção entre os aliados é de cautela.
“Embora haja sinalização para destravar essas pautas importantes para o governo, não significa que serão levadas até o final antes das eleições”, afirmou Edilene durante o CNN 360º desta sexta-feira (14).
Integrantes da base governista acreditam que a PEC do fim da escala 6×1, já encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, pode avançar e até ser aprovada na comissão antes das eleições. No entanto, a votação no plenário do Senado deve ficar para depois do dia 5 de outubro.
O próprio Alcolumbre teria dito a integrantes da base, antes da reunião com Lula, que a previsão era de que a votação ocorresse somente após o pleito.
“Se ele vai mudar de ideia, ninguém sabe, mas o sinal que ele deu é que vai iniciar a tramitação, mas ninguém pode dizer que vai terminar antes do processo eleitoral”, destacou Edilene.
Apesar da melhora na relação entre as partes, Edilene destacou que membros do PT permanecem com reservas. “Petistas estão com o pé atrás, não sabem se exatamente vai acontecer o que o presidente Lula queria, mas o que sabem é que houve uma melhora na relação.”
Por parte de Alcolumbre, há uma preocupação a respeito da reeleição à presidência do Senado ano que vem. Edilene revelou que petistas dão sinais de que podem apoiar outro nome, como Helder Barbalho (MDB-PA). A direita também deve apresentar outro nome.
A analista ressaltou que novas reuniões podem ser necessárias para que as pautas prioritárias do governo sejam, de fato, aprovadas, já que se tratam de bandeiras de campanha do governo federal.
