Ela ressaltou que é normal a demora nas primeiras descobertas. Na bacia de Campos, que sustentou por anos a produção da Petrobras no pós-sal, foram nove poços perfurados até a primeira descoberta, e o campo Fazenda Pocinha, no Rio Grande do Norte, teve 55 perfurações na bacia Potiguar antes de encontrar óleo. “A gente não está com nenhuma pressa, mas minha expectativa é que acabe em agosto”, explicou.
Faltam 500 metros, diz diretora
Na quarta-feira, 29, durante o Sergipe Óleo e Gás 2026, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que a estatal deve atingir o reservatório do campo de Morpho nas primeiras semanas de agosto. Segundo ela, faltam 500 metros para a sonda ODN II atingir o objetivo.
Desde o início da exploração, a estatal vem evitando cravar uma data para o fim dos trabalhos, por se tratar de um poço pioneiro em uma área desconhecida, que pode, inclusive, não resultar em descobertas. A empresa tem operado com cautela no local, como informou ao Estadão/Broadcast a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, em meados de julho.
Anteriormente previsto para julho, o fim da exploração do poço pioneiro na bacia da Foz do Amazonas teve que ser adiado após o vazamento de lama de perfuração, no final de janeiro, que adiou em pelo menos um mês as atividades no local. O evento ainda foi impactado pela demora da autorização do Ibama em liberar a retomada da exploração.
Segundo apurou a reportagem, não está ocorrendo nada fora do comum em Morpho, mas, por se tratar de uma grande profundidade em uma área desconhecida, os trabalhos têm sido feitos com maior cuidado, o que tem levado a especulações sobre possíveis dificuldades para atingir o reservatório ou mesmo a falta de petróleo no fundo do poço, o que na indústria de petróleo não é tão incomum.
