Radar da saúde: loteria genética ou estilo de vida — o que mais causa infarto e AVC?

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Radar da saúde: loteria genética ou estilo de vida — o que mais causa infarto e AVC?

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Os cientistas estavam atrás dos genes que mais predispõem brasileiros a ter problemas como colesterol alto e entupimento das artérias. Mas, muito além de calcular a magnitude dessas alterações no DNA, descobriram que a principal causa de um primeiro infarto ou derrame pode ser atribuída a aspectos ligados ao estilo de vida.

O achado vem de um estudo com mais de 3 800 cidadãos de 18 estados realizado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) e o Fleury dentro do Proadi-SUS, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde.

Apesar de a prevalência de quadros genéticos ligados a desordens cardiovasculares ter sido maior nessa análise do que em investigações anteriores, os maiores fatores por trás da ameaça estão associados aos nossos hábitos.

“Tabagismo, sedentarismo e obesidade abdominal foram os que tiveram maior participação nesse sentido”, conta o nefrologista Precil Neves, coautor do trabalho.

Passado: Há 120 anos, nascia a fórmula da vacina BCG

Ilustração de uma pessoa com cabelo azul-esverdeado, pele clara e bochechas rosadas, olhando para baixo. Ela segura o braço esquerdo, que tem um sol rosa desenhado. À esquerda, uma seringa e um frasco de vacina. À direita, um par de pulmões com folhas verdes, simbolizando saúde. O fundo é rosa claro
Há 120 anos, nascia a fórmula da vacina BCG (Jhonatan R.L. Ferreira/Veja Saúde)

Em 1906, dois pesquisadores franceses, Albert Calmette e Camille Guérin, bolaram em laboratório aquela que seria a matriz de um imunizante contra a tuberculose — o bacilo Calmette-Guérin, que seria mundialmente conhecido como BCG.

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A vacina foi aplicada pela primeira vez em humanos em 1921 e deu início a um efetivo controle sobre a doença. 

Futuro: Edição genética contra doenças do sangue

Uma mão azul-petróleo ajusta uma fita de DNA dentro de uma gota rosa com células e um ramo, sobre fundo rosa
Edição genética contra doenças do sangue (Jhonatan R.L. Ferreira/Veja Saúde)

Um grande passo foi dado no tratamento da anemia falciforme, uma enfermidade que tem maior incidência no Brasil do que em outras terras e propicia inúmeras complicações de saúde.

Cientistas testaram com sucesso a ferramenta de edição genética CRISPR para a doença, abrindo caminho a uma mudança de paradigma na terapia.

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Um lugar: Venezuela: os danos do terremoto à saúde pública

Mapa da América do Sul em rosa rachado ao meio, revelando um hospital, uma cama de hospital, cartelas de remédios e pílulas caindo na fenda. Ramos de folhas verdes e azuis adornam os lados, sobre um fundo rosa claro. A imagem simboliza a fragilidade da saúde na região
Venezuela: os danos do terremoto à saúde pública (Jhonatan R.L. Ferreira/Divulgação)

Eventos extremos não provocam apenas devastações agudas; produzem crises crônicas. É o que se vê agora na Venezuela, vítima de terremotos.

Foram mais de 4,5 mil mortes, 17 mil feridos, 18 mil pessoas desabrigadas e ao menos 38 centros médicos danificados. Trata-se de um problema de saúde pública, que agora se repete na vizinha Colômbia.

Um dado: Cesarianas representam 60% dos partos no Brasil

Ilustração com o número 60% em rosa, onde o zero é um útero com um feto. Folhas verdes e detalhes em azul escuro adornam o número, sobre um fundo rosa claro
Cesarianas representam 60% dos partos no Brasil (Jhonatan R.L. Ferreira/Veja Saúde)
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O diagnóstico vem do Observatório da Saúde Pública da Umane em cima de informações do SUS e contempla 2,4 milhões de nascimentos em 2024.

A taxa de cesáreas cresceu no país, bem acima dos 15% recomendados pela OMS em prol da segurança de mãe e bebê. Para ter ideia, em 2001, o cenário era o inverso: mais de 60% dos partos eram normais.

Uma frase

Ilustração de uma mulher com cabelo cacheado azul-petróleo, blazer creme e blusa rosa, com a mão no queixo, em fundo rosa claro
Mariana Schamas, cinesiologista e especialista em dor (Jhonatan R.L. Ferreira/Veja Saúde)

“A dor pede ação, não silêncio (…) Ela não é só uma vilã que rouba a qualidade de vida das pessoas. Ela tem uma importante função protetora, pois serve de alerta e nos avisa de que algo não está bem. Se a sua dor persiste por mais de três meses, não espere: procure um profissional de saúde de confiança.”

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Mariana Schamas, cinesiologista e expert em dor, no novo livro A Dor É um Convite para a Mudança (Latitude – clique aqui para comprar)

A Dor é um Convite Para a Mudança

Capa do livro A Dor É Um Convite Para a Mudança de Mariana Schamas. O título A DOR está em laranja com textura de anéis de tronco de árvore, sobre fundo bege com linhas onduladas brancas. O restante do texto é preto e laranja