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Os cientistas estavam atrás dos genes que mais predispõem brasileiros a ter problemas como colesterol alto e entupimento das artérias. Mas, muito além de calcular a magnitude dessas alterações no DNA, descobriram que a principal causa de um primeiro infarto ou derrame pode ser atribuída a aspectos ligados ao estilo de vida.
O achado vem de um estudo com mais de 3 800 cidadãos de 18 estados realizado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) e o Fleury dentro do Proadi-SUS, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde.
Apesar de a prevalência de quadros genéticos ligados a desordens cardiovasculares ter sido maior nessa análise do que em investigações anteriores, os maiores fatores por trás da ameaça estão associados aos nossos hábitos.
“Tabagismo, sedentarismo e obesidade abdominal foram os que tiveram maior participação nesse sentido”, conta o nefrologista Precil Neves, coautor do trabalho.
Passado: Há 120 anos, nascia a fórmula da vacina BCG

Em 1906, dois pesquisadores franceses, Albert Calmette e Camille Guérin, bolaram em laboratório aquela que seria a matriz de um imunizante contra a tuberculose — o bacilo Calmette-Guérin, que seria mundialmente conhecido como BCG.
A vacina foi aplicada pela primeira vez em humanos em 1921 e deu início a um efetivo controle sobre a doença.
Futuro: Edição genética contra doenças do sangue

Um grande passo foi dado no tratamento da anemia falciforme, uma enfermidade que tem maior incidência no Brasil do que em outras terras e propicia inúmeras complicações de saúde.
Cientistas testaram com sucesso a ferramenta de edição genética CRISPR para a doença, abrindo caminho a uma mudança de paradigma na terapia.
Um lugar: Venezuela: os danos do terremoto à saúde pública

Eventos extremos não provocam apenas devastações agudas; produzem crises crônicas. É o que se vê agora na Venezuela, vítima de terremotos.
Foram mais de 4,5 mil mortes, 17 mil feridos, 18 mil pessoas desabrigadas e ao menos 38 centros médicos danificados. Trata-se de um problema de saúde pública, que agora se repete na vizinha Colômbia.
Um dado: Cesarianas representam 60% dos partos no Brasil

O diagnóstico vem do Observatório da Saúde Pública da Umane em cima de informações do SUS e contempla 2,4 milhões de nascimentos em 2024.
A taxa de cesáreas cresceu no país, bem acima dos 15% recomendados pela OMS em prol da segurança de mãe e bebê. Para ter ideia, em 2001, o cenário era o inverso: mais de 60% dos partos eram normais.
Uma frase

“A dor pede ação, não silêncio (…) Ela não é só uma vilã que rouba a qualidade de vida das pessoas. Ela tem uma importante função protetora, pois serve de alerta e nos avisa de que algo não está bem. Se a sua dor persiste por mais de três meses, não espere: procure um profissional de saúde de confiança.”
Mariana Schamas, cinesiologista e expert em dor, no novo livro A Dor É um Convite para a Mudança (Latitude – clique aqui para comprar)
A Dor é um Convite Para a Mudança
