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A nicotina é a substância presente no tabaco responsável por causar dependência. O vício ocorre quando o organismo da pessoa se acostuma a manter certo nível do composto em seu sistema. Tanto física quanto psicologicamente, o corpo passa a necessitar da presença constante da nicotina.
Dentre os sinais de dependência severa à substância, por exemplo, estão o consumo de mais de um maço de cigarros por dia, fumar dentro de cinco minutos após acordar ou manter o hábito mesmo enquanto se está doente.
Largar o maço de cigarros se torna, por isso, uma tarefa difícil – e, se isso acontecer de forma abrupta, pode desencadear sintomas intensos de abstinência.
Nesse contexto, a terapia de reposição de nicotina, também conhecida pela sigla TRN, surge como uma maneira controlada de reduzir a dependência da substância e gerenciar seus efeitos de forma gradual. A ideia central é diminuir a vontade de fumar, fornecendo ao corpo doses baixas de nicotina por meio de alternativas mais seguras, em uma espécie de “desmame”.
Mas será que ela pode ser uma opção para você? A seguir, descubra como funciona a TRN e se ela é realmente eficaz.
Como funciona a terapia de reposição de nicotina
De modo geral, a reposição de nicotina dá ao usuário uma pequena quantidade controlada da substância, sem os demais produtos químicos nocivos encontrados nos cigarros.
Existem vários métodos de reposição de nicotina. Um dos mais conhecidos é o chiclete, em que a pessoa mastiga uma goma para liberar a substância na boca de forma pontual, quando a vontade está mais forte. Os adesivos de nicotina, também bastante populares, são colocados sobre a pele pela manhã e oferecem uma dose pequena e constante ao longo do dia.
Outras opções são o spray nasal de nicotina – em que a substância é absorvida pelo nariz, aliviando rapidamente os sintomas de abstinência – e o inalador, que libera um vapor absorvido principalmente pela mucosa da boca e da garganta.
Antes de começar a usar qualquer um desses métodos, porém, certifique-se de seguir corretamente as orientações descritas nas instruções do medicamento. Além disso, todos eles estão sujeitos a efeitos colaterais. Por isso, é importante iniciar o uso com orientação médica.
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A terapia de reposição de nicotina é eficaz?
A terapia de reposição de nicotina é considerada segura e eficaz para a maioria das pessoas. Especialmente quando os métodos são combinados, eles podem ser bastante efetivos e ajudar a abandonar o tabaco.
Enquanto o adesivo entrega uma dose constante que ajuda o corpo a lidar com a redução do cigarro, chicletes ou sprays podem entregar aquela dose extra em situações que a necessidade de fumar se intensifica.
No entanto, a TRN não é uma solução milagrosa, e os resultados podem variar de acordo com cada situação e com a disposição da pessoa para deixar o hábito.
Por isso, antes de investir nessa terapia, recomenda-se, em primeiro lugar, conversar com um profissional da saúde sobre a melhor (e mais eficaz) maneira de incorporar o método ao processo de abandono de cigarro.
Vale dizer que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para pessoas que desejam parar de fumar por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). Para isso, basta ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e buscar orientações.
Além disso, a terapia não é considerada segura para pessoas que ainda estão usando tabaco nos níveis habituais: a TRN pode levar a um exagero na dose em quem ainda não largou completamente o cigarro. A reposição de nicotina também não é recomendada para mulheres gestantes, menores de idade e pessoas com problemas cardíacos, hepáticos ou renais.
