O dinheiro novo, segundo a companhia, vai servir tanto para seguir desenvolvendo modelos de fronteira quanto para oferecer engenharia e infraestrutura a clientes. O diretor financeiro da Mistral, Johan Bergqvist, afirmou ao New York Times que “vemos empresas nos procurando cada vez mais porque elas querem ter controle sobre a própria transformação com IA”.
Por que investir em IA fora dos EUA
A aposta da Mistral tenta capturar a demanda por “soberania” em IA, com mais controle sobre dados, modelos e operação. A empresa argumenta que parte do mercado europeu teme ficar dependente de tecnologia dos EUA, que costuma cobrar caro pelo acesso e dá pouca abertura sobre dados e modelos.
Uma preocupação citada no setor é o risco de restrições de acesso por decisões políticas e regulatórias. O jornal americano lembra que uma proibição de exportação adotada pelo presidente Donald Trump em junho chegou a limitar por um período o uso internacional do modelo mais avançado da Anthropic, o que elevou o alerta em empresas e governos.
Nesse cenário, infraestrutura local vira peça central para manter dados armazenados no continente. A Mistral diz que está construindo data centers na França e na Suécia para atender organizações que buscam manter informações na Europa.
Microsoft também entrou no jogo
Em julho, a Microsoft anunciou que vai financiar a expansão da infraestrutura de computação da Mistral na Europa. O acordo prevê que clientes do Microsoft Azure possam desenvolver software usando data centers da Mistral na França.
