manifesto liderado Fiesp empresariado pede plenário STF examine fatos

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manifesto liderado Fiesp empresariado pede plenário STF examine fatos

Algumas entidades ligadas à agroindústria e ao setor têxtil citam receio em aderir ao movimento em meio ao período eleitoral. O temor é de “contaminação do pleito” ao tema e de que o recado seja entendido como “politicagem” ou como um “movimento político”. Lideranças empresariais citam ainda o receio de eventuais retaliações em casos julgados na Corte.

Uma versão preliminar do manifesto rodou nos grupos de entidades empresariais. Essa primeira versão, à qual a reportagem também obteve acesso, batizada de “Manifesto pela Justiça Brasileira”, defendia o afastamento de autoridades suspeitas ou acusadas da análise dos processos relacionados a elas, o que desagradou a parte do setor empresarial.

O texto defendia como única solução que o Plenário da Suprema Corte, “em discussão livre, pública e presencial” se pronunciasse sobre autoridades suspeitas ou acusadas. A primeira versão também afirmava que a República “enfrenta um teste de integridade inédito, com sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocando as instituições em risco” e defendia o fortalecimento do STF e a proteção da “sua autoridade”. A versão preliminar, porém, foi descartada.

Interlocutores alegam que o objetivo não é escalar a crise política e não avançar nas prerrogativas do setor empresarial, ao qual não cabe pedir afastamento de ministro do Supremo, segundo os relatos, e, por isso, optaram por uma segunda versão do texto.

Não é a primeira vez que a Fiesp articula mobilização empresarial em momentos de crise. Em agosto de 2022, sob comando então de Josué Gomes da Silva, a Fiesp lançou o manifesto “Em defesa da democracia e da Justiça”, assinado em conjunto com entidades empresariais, financeiras e da sociedade civil.

Em setembro de 2021, com Skaf na Presidência, a Fiesp lançou o manifesto “A Praça é dos Três Poderes”, no qual defendia a harmonia e a independência entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Em 2015, a federação lançou o movimento “Não Vou Pagar o Pato” contra o aumento de impostos, com um pato inflável gigante em frente à sede da entidade.